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Beltrano - Edição 572 - 19/01/17

19 Janeiro 2017 10:56:56

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Pasquim da privada vida pública
Pra não dizer que não fui à posse...
O Beltrano está de volta
Pra trazer as novidades
As mazelas da política
Descrevo com facilidade
Nestes versos caipiras
Vou peneirando as mentiras
Para transmitir as verdades.
    
Palhoça foi para a Câmara
A ideia não é precoce
Foi de dar dor de barriga
O pigarro virou tosse
Foram grandes as amarras
Só depois de muita farra
Que o Fabinho tomou posse.

“Não podia ser diferente”
Um pepebista gagueja
O PP do Toninho Pagani
Apoiou o Camilo de bandeja
Mas na hora de repartir o bolo
O PMDB também quer entrar no rolo
E reza para que Deus proteja.

Digo que o PMDB de Palhoça
Tem muito do que reclamar
Só com a vaga da Ana Paula
É que não pode ficar
Senão os militantes pequenos
Vão ter que beber o veneno
E a cobra é que vai fumar.
    
Já foram na Prefeitura
A mando do coordenador
Para que olhe para o partido
E pra ele se dê valor
Mas o coordenador não manda nada
É igual alma penada
Que vendeu a alma e se ferrou.

No governo do Camilo
Ninguém bota ovo em pé
Quem quiser um cargo nele
Tem que rezar, ter muita fé
Implorar pro PSB
Se aliar ao PSD
E lhes fazer cafuné.

Bateu uma bicheira na Prefa
Pra matar, só com creolina
Não tem mais oposição
Virou um negócio da China
Emprego virou guerra santa
Terá secretaria pro Pitanta
E para tanto vaselina?

Dizem que pode sobrar
Até pra nossa Prefeitura
Para afastar os olhos gordos
Só com reza e benzedura
Mesmo que a coisa não mude
Lá na Secretaria da saúde
A Ana está com tremura.

Do time da Dona Dirce
Tem gente que faz desdém
O PMDB pode empregar onze
Quando precisava empregar cem
Ai, ai, ai... Meu Bom Jesus
Vou fazer sinal da cruz
Isso não pode acabar bem!
 
O vereador Pitanta se valoriza
Mas pode esperar sentado
Nem tá dormindo direito
Com a Prefa está preocupado
Não adianta o Camilo fazer teatro
Se na Câmara ele vai colocar quatro
Vai faltar vaga pros apadrinhados.

Os vereadores não deixam por menos
E os seus querem garantir
Na Prefa fazem fila
Não deixam o prefeito dormir
Pois pretendem ficar rouco
Se na Câmara o cargo é pouco
Da Prefa querem o faz-me-rir.

Com a posse do Camilo
A justiça foi restaurada
Posse é uma coisa bonita
E precisa ser valorizada
Assim como a Praia do Pontal        
Que com todo este aguaçal
Também vive toda empoçada.

Não vai ser a posse do Camilo
Que vai tirar o povo da miséria
Na Câmara de Vereadores
Também não vai faltar matéria
Se a Câmara faz reforma
Os vereadores encontram a forma
De entrar gozando férias.

A principal novidade da posse
Quem não conhece se espanta
Com o Fabinho presidente
O Petanha foi o boca santa
E assim atrapalhou os planos
De comandar mais vinte anos
Do Tavinho e do Pitanta.

O Pitanta agora sabe
Como é amargo o seu fel
Mas no fundo já sabia
Que acabaria o cartel
No meio dessa escuridão
Viu muito bicho papão
Mas nenhum Papai Noel.

Então vi uma cena triste
O destino com eles foi severo
Vi o Pitanta e o Tavinho
Na turma do baixo clero
Mais de 30 anos na situação
Voando alto feito avião
Amargam na turma do quero-quero.

Eu só vejo uma saída
Além de dar boas risadas
Para o Tavinho e o Pitanta
Só restou uma parada
Pegar o grupo do Fabinho
Chamá-los num cantinho
E enchê-los de porrada.

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