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Beltrano - Edição 567 - 08/12/16

08 Dezembro 2016 11:06:22

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Em 2017, quem não tiver poder não se mete 
Ano Novo e de mudança
Cheio de nova intenção
Aproveito a ocasião
Para fazer esta lembrança:
Com toda contemplação,
Da Cova Funda ao Albardão
Vai continuar a lambança.

Lembranças de 2016
Me ponho a falar de novo
Cada um vai se lembrar,
Se esqueceu, então resolvo.
Mas vamos rememorar
Histórias de arrepiar
Da vida do nosso povo.

Se preciso voltar no tempo
Fico com janeiro passado
Quando foi comemorado
Ano novo em cada canto.
Cada um compenetrado
Prometeu ficar mudado
Pediu a Deus e a pai de santo.

Ninguém quis ficar no sereno
Nossos vereadores também não
Pra Prefa fizeram procissão
Para não vir a perder terreno.
E nem pediam sigilo
Andavam atrás do Camilo
Como cobra que perde o veneno.

Fevereiro foi um mês mesquinho,
E trouxe algo de misterioso
O Nilson ficou bondoso
Puxou a brasa pro seu cantinho.
Preparava a inauguração
Como era ano de eleição
Esquecia sempre do Tavinho.

O que aconteceu deu batuque,
Não foi coisa de principiante
O Tavinho achou deselegante
E que o Nilson fez um truque.
O Tavinho mandou recado
Chamou o Nilson de esganado
Enchendo de malho no Facebook.
 
Em março, começava a campanha
Cada vereador se fazia bom rapaz
E dizia que era capaz
De um gesto de carinho.
Prometia ajuda fugaz
Para na Câmara ficar mais
Por quatro anos inteirinhos.

Da eleição pra prefeito
Seria bom nem falar
Mas tiveram que encarar
Mais esse bicho-papão
Além do Jiraya e do Zé
O Camilo gritava olé
E o Odílio substituiu o Ivon.

Em maio, a Avenida das Torres
Começava a ser asfaltada
Obra é uma coisa bonita
Pior é o buraco na estrada
Chorava a Praia do Pontal        
Que vivia toda empoçada.

O Pitanta fingia-se de morto
Mas nem por isso ficou parado
Trouxe o Ivon para o DEM
Num ato quase desesperado
Mas a porrada foi tão bem dada
Que nem percebeu quando foi picado.

O Ivon não desanimava
Ser prefeito era um zelo
Com a ajuda do Pitanta
A campanha seria modelo
Triste foi ver o seu sonho
Transformando-se em pesadelo.

O Zé Ricardo era candidato
Pra tanto tinha postura
Queria voltar ao poder 
Pra curar sua amargura
Para afastar olho gordo
Mandou fazer benzedura.

O Camilo Martins lá na Prefa
Dava uma de Neymar
Queria entrar de novo em campo
E desta vez não se machucar
Se colocou na defesa
Pra só no final atacar.

O Odílio entrou no gramado
Pretendia fazer o capeta
Começou derrubando tudo
Deixando outros pernetas
Prometia marcar gol de placa
E nos adversários dar caneta.

O Pitanta pedia calma
Não via motivo pra pane
Ele havia chutado brazucas
E também muitas jabulanis
Não custava chutar o Ivon
Em nome da família Pagani.

Agosto dos candidatos 
Mesmo não tendo propostas 
E para as nossas perguntas 
Não encontraram as respostas 
Desejavam acima de tudo 
Um burro de sobretudo 
Que lhes carregasse nas costas. 

Na cidade ou no mato 
Na baixada ou no morro 
Quando se veem em apuros 
Ao eleitor pedem socorro 
Que vive fraco e esquecido 
Desprezado e perdido 
Sentiu-se um cu de cachorro. 

Ave Maria cheia de graça
Nos livre de pagar mico
Vem chegando um ano novo
Com um caminhão de político
Prometendo um mundo novo 
Pra colocar no fiofó do povo
E fazer do poder um pinico.

Santa Maria, mãe de Deus
O político não tem mais jeito
Pelo povo e para o povo
Não sobrou nem o respeito
E para não perder a teta
Fazem pacto com o capeta
Levando tudo no peito.

Assim na terra como no céu
Essa eleição foi batuta
Com seis candidatos a prefeito 
Palhoça nesse cenário debuta
O Camilo ficou com o Executivo
Quatro anos foi só um aperitivo
Agora vai servir a salada de fruta.

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