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Bondeconomia - Edição 592 - 08/06/17

08 Junho 2017 11:47:12

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FACULDADE COLABORATIVA E PROJETOS SOCIAIS, DOIS MODELOS QUE A CNI VÊ EM SC 
A Confederação Nacional das Indústrias (CNI) e diversas associações empresariais de municípios catarinenses estão acompanhando de perto a parceria entre a Federação das Indústrias (Fiesc), por meio do Sesi/SC, e a Associação Empresarial de Jaraguá do Sul (Acijs), que realizam um projeto pioneiro no Brasil na gestão de projetos sociais beneficiados por legislação de renúncia fiscal.  De acordo com Sílvia do Valle Pereira, do Núcleo de Sustentabilidade da Fiesc, Jaraguá do Sul foi escolhida para dar início ao projeto que será estendido às 16 regiões das Vice-Presidências Regionais da entidade pelo histórico da organização associativa e de envolvimento comunitário da população em questões sociais. A parceria foi firmada entre o presidente da Acijs, Giuliano Donini, e o vice-presidente da Fiesc para a região do Vale do Itapocu, Célio Bayer (na foto à direita), e o primeiro passo foi a realização de quatro oficinas com 140 representantes de 70 entidades que atuam na região com projetos contemplados por leis de incentivo. De acordo com Sílvia, mais de 2 mil empresas de SC atuam no regime de lucro real e representam um volume de R$ 200 milhões que podem ser aplicados em projetos sociais. Porém, ela lembra que “muitos desses recursos não são utilizados ou acabam sendo pulverizados para outras regiões do país pela ausência de projetos bem elaborados”. As oficinas foram ministradas por especialistas do Programa Capacitar, idealizado pela Engie Brasil Energia (ex-Tractbel), para orientar os participantes quanto à captação de recursos passíveis de benefícios fiscais com base nas leis federais de incentivo, nas área de saúde, esporte, cultura, idoso e infância e adolescência. Mas não é só este projeto desenvolvido no Vale do Itapocu que está sendo visto como modelo pela CNI: o Senai de Jaraguá do Sul está às vésperas da inauguração da primeira Faculdade Colaborativa do Brasil. Patrocinada por empresas da região, a instituição desenvolverá estudos em salas de aulas e laboratórios identificados com cada um dos negócios dos próprios patrocinadores. 


SPC NA EDUCAÇÃO CORPORATIVA
Na mesma linha da Faculdade Colaborativa, o SPC Brasil, presidido pelo catarinense Roque Pellizzaro Junior, anuncia o lançamento no mercado do HSM Multi, ferramenta para universidades, instituições de ensino e escolas técnicas incentivarem a educação corporativa para seus alunos. É uma plataforma online que traz conteúdos customizados sobre estratégias de vendas, marketing, negociação, comunicação, gestão, finanças e tendências de mercado. Com o HSM Multi, instituições de ensino têm acesso a mais de mil horas de vídeos, 2.500 artigos, aulas ao vivo e fóruns para troca de experiências sobre os mais diversos assuntos, podendo disponibilizar os materiais para seus alunos. “O HSM Multi foi criado para atender a necessidade de mercado de plataformas de educação a distância”, explica Magno Lima, superintendente de Novos Negócios do SPC Brasil. Com isso, as instituições de ensino vão disponibilizar logins para seus alunos, que podem acessar a qualquer hora e lugar artigos e vídeos dos mais renomados palestrantes nacionais e internacionais. Para ter acesso à plataforma, o empresário deve filiar-se online a uma entidade do sistema CNDL. 


FALANDO NISSO
“A Fiesc vinha trabalhando no sentido de alinhar nossa indústria para potencializar a aplicação de recursos de renúncia fiscal e aproveitamos que a Acijs já é incentivadora desse processo”
Sílvia do Valle Pereira, do Núcleo de Sustentabilidade da Fiesc 


FUTURO JÁ
Pesquisa da Rede Cidade Digital (RCD) revela que 81% dos prefeitos de SC estão dispostos a incluir a tecnologia como ferramenta para melhorar a gestão e o atendimento aos cidadãos. Também nos planos de governo apresentados ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os prefeitos catarinenses citam 813 propostas relacionadas a investimentos em sistemas digitais. O setor campeão é a Segurança Pública (19%), seguida da Educação (18%) e Informatização (13,3%). A prefeita de Maravilha, Rosimar Maldaner, quer laboratórios de informática com acesso à internet de alta velocidade e disponibilizar softwares educativos. O prefeito de Caibi, José Libano, aposta na implantação do Prouca (um computador por aluno). Em São Francisco do Sul, Renato Lobo vai informatizar a Secretaria de Educação e as unidades de ensino. Todas essas experiências e projetos vão estar no 2º Congresso Catarinense de Cidades Digitais, dias 22 e 23 deste mês em Bombinhas. 

 
NO PULSO
E por falar em futuro já: clientes do Banco do Brasil têm agora a Pulseira Ourocard, primeiro dispositivo vestível (wearable) da instituição e o único no país que permite compras nas funções débito ou crédito. O acessório faz pagamentos por aproximação, com um chip localizado na parte interna. Quem opera a transação é o lojista. O banco quer liberar 10 mil pulseiras até agosto, a R$ 70 cada. Elas funcionam como ‘espelho’ do cartão principal e não há cobrança de anuidade. 


Supernegócio
Segundo a revista Exame, Santa Catarina será o palco de um supernegócio nos próximos dias. A Triunfo Participações e Investimentos está negociando a venda do seu porto em Navegantes para a TIL, subsidiária do grupo italiano MSC (o mesmo dos navios de cruzeiro). A TIL já é sócia da Triunfo no porto. Diz a Exame que a participação da empresa brasileira está estimada em R$ 1 bilhão e que a Triunfo teria decidido vender ativos para diminuir o endividamento. 


VENTO EM PÔPA
Falando em terminais marítimos, o Hyundai Loyalty (foto), maior porta-contêiner a operar em portos brasileiros, atracou em Itapoá no final de maio. Com 340 metros de comprimento e 46 metros de largura, a embarcação do armador Hyundai Merchant Marine (HMM) faz o serviço Ásia/América do Sul. O navio chegou ao Brasil na segunda semana de maio e, por suas dimensões, operou em poucos portos brasileiros. “O Porto Itapoá é um terminal completo: além da infraestrutura, conta com as condições naturais da Baía da Babitonga, com águas calmas e profundas, que dão alto nível de segurança”, explica o diretor comercial do terminal Roberto Pandolfo. Itapoá começou a operar em junho de 2011 e hoje é o sexto maior terminal de contêineres do país. No primeiro trimestre deste ano registrou um aumento de 40% nas importações em comparação com o mesmo período de 2016. A exportação também registrou alta de 17,2% no período. 

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