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Bondeconomia - Edição 590 - 20/05/17

25 Maio 2017 11:04:22

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CHIODINI REVELA EXPANSÃO DO JURO ZERO E DO PROGRAMA GERAÇÃO TEC

Participando da Jornada da Inovação e Competitividade da Indústria Catarinense, o secretário de Desenvolvimento Econômico Sustentável Carlos Chiodini nesta entrevista revela a expansão e renovação de programas como o Juro Zero e o Geração Tec. Chiodini também faz um balanço da construção dos centros de inovação no interior do Estado e explica como vai ser o 3º Seminário de Núcleos de Inovação Tecnológica (NITs) de 5 a 7 de junho em Lages, marcando um ano da inauguração pelo governador Raimundo Colombo do Centro de Inovação Luiz Henrique da Silveira.

Há novas parcerias previstas com as entidades representativas dos setores produtivos?
Chiodini - Já temos vários convênios andando, o que devemos fazer este ano são novas parcerias voltadas à capacitação, microcrédito e outras ações para as pequenas empresas, lojistas, no segundo semestre. São programas que vão expandir a linha de financiamento do ‘Juro Zero’, hoje restrito ao MEI [Microempreendedor Individual], nossa ideia é ampliar para as micro e pequenas empresas – sairíamos do teto de R$ 3 mil e partiríamos para R$15 mil ou R$ 20 mil. Este projeto está avançado e envolve as federações, que também têm interesse direto em outra novidade, que é o projeto que estamos enviando à Assembleia para transformar a Fatma no Instituto de Meio Ambiente.

Na área de educação para o trabalho há previsão de novos projetos?
Chiodini – Em breve vamos fazer a chamada para renovação do programa Geração Tec [de qualificação de profissionais em cursos gratuitos do setor de tecnologia], com nova roupagem, atendendo novas demandas do mercado e oportunidades de emprego. Na primeira fase formamos mais de 6 mil pessoas. Vamos adequá-lo em toda SC para o momento atual e buscar uma entidade que possa realizar o programa. 

E como está a construção e entrega dos Centros de Inovação no interior?
Chiodini - Vamos recapitular: Lages foi entregue, nós temos obras avançadas em Itajaí, Blumenau, Jaraguá do Sul e Chapecó. Enfrentamos problemas de relacionamento com a empreiteira, que abandonou de forma unilateral as obras, em Tubarão, Joaçaba e São Bento do Sul, mas são casos que já estamos solucionando com novas licitações e parceria com as prefeituras – temos recursos para terminar. E devemos incluir este ano a construção dos centros de Joinville e Criciúma, além de fazermos nesta semana a assinatura do contrato de Brusque, que já tem recursos e licitação.

O que avança no encontro dos centros de inovação tecnológica em Lages?
Chiodini - O evento que começa dia 5 de junho é muito especial. Muito antes da materialização dos centros de inovação as nossas universidades e fundações comunitárias e descentralizadas, que foram o esteio do desenvolvimento no interior de SC, criaram os NITs, Núcleos de Inovação Tecnológica, com aquele movimento das incubadoras. Nós vamos agora reunir esses NITs em Lages para rastrear todas as oportunidades, pesquisas desenvolvidas, e que vão poder contribuir no enriquecimento da nossa matriz industrial, serviços, gerando valor agregado, melhor emprego e renda. 


Nosso fundo
A criação do Fundo de Desenvolvimento do Sul ganhou um reforço considerável: o diretor do BRDE e ex-senador Neuto De Conto vai coordenar a equipe técnica que trabalha na criação desse instrumento constitucional que prevê linhas de financiamentos nos três estados do Sul para combater desigualdades regionais. Só para SC são R$ 3 bilhões. De Conto informa que dos 27 estados, 22 têm fundos constitucionais, RJ e SP são beneficiados pela produção de petróleo, enquanto os do Sul não têm qualquer benefício neste sentido. O BRDE seria o gestor dos recursos, com o apoio já garantido do Governo Federal. De Conto esteve em Brasília para uma reunião com o deputado Mauro Mariani e com o ministro do Desenvolvimento Social, o gaúcho Osmar Terra, que estão à frente do projeto.


FALANDO NISSO
"Este fundo é uma luta de cerca de dez anos. Um pleito que já passou por vários governos, mas que agora tem tudo para avançar"
Neuto de Conto, ex-senador e diretor do BRDE 


SUA CHANCE
Ainda é tempo: 15.073 vagas estão abertas em cursos de educação profissional nas unidades do Senai/SC. Há 585 opções de cursos técnicos, extensão profissional, pós-graduação e qualificação e aperfeiçoamento. Informações pelo telefone 0800 48 1212, pelo site sc.senai.br/cursos ou nas unidades Senai. 


CÓPIA?
Repercutindo nas confecções de SC a decisão liminar da Justiça do Rio de Janeiro impedindo a catarinense Damyller de usar a costura em forma de arcos nos bolsos das calças e bermudas e etiqueta lateral vermelha que são tradicionais da marca americana Levi’s. 


NA AGRICULTURA
Ainda sobre centros de inovação: avançam as negociações para criação do Núcleo de Inovação Tecnológica para Agricultura Familiar em Santa Catarina. O Programa SC Rural está à frente desse projeto e terá o Banco Mundial como parceiro. O NIT agrícola terá o desafio de aproximar os inventores e as pequenas e médias empresas que desenvolvem tecnologias para a agricultura. 


FALANDO NISSO
 “Com o NIT da Agricultura queremos fazer com que os empreendedores, pequenos e médios empresários, que atuam na área de desenvolvimento de tecnologia e inovação, coloquem o agricultor no seu radar de negócios”
Ditmar Zimath, diretor de Projetos Especiais do Programa SC Rural


LEI AMBIENTAL
Antes do terremoto político causado pelas delações da JBS, seguia muito bem o debate sobre o projeto da nova Lei Geral de Licenciamento Ambiental no Congresso, com decisiva participação da bancada catarinense. O parecer do deputado Mauro Pereira (PMDB-RS) acaba com a obrigatoriedade de licenciamento para diversos tipos de empreendimento, entre eles asfaltamento de rodovias, dragagem de portos, obras de saneamento e atividades de agropecuária extensiva. A proposta colocou frente a frente as bancadas ruralista e industrial e o Ministério do Meio Ambiente e o Ibama. 


SOBE-DESCE
E também antes do terremoto os índices de confiança na economia continuavam deixando os analistas do mercado de cabelo em pé. Veja: em abril o Indicador de Confiança do Consumidor (ICC) do SPC Brasil recuou 4,1%, refletindo quedas tanto da avaliação do momento atual como das expectativas para o futuro. No entanto, a Intenção de Consumo das Famílias (ICF) apurada pela Confederação Nacional do Comércio (CNC) alcançou 77,7 pontos agora em maio, um aumento de 11,1% em relação ao mesmo período de 2016. É a terceira variação positiva consecutiva, que não ocorria desde 2012. Imagine a oscilação depois do terremoto. 

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