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Bondeconomia - Edição 588 - 11/05/17

11 Maio 2017 10:52:54

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EM SC, JOÃO DORIA MOSTRA PROJETOS E AÇÕES PARA  A GESTÃO PÚBLICO-PRIVADA
Mais de 250 pesos-pesados da economia catarinense se reuniram no restaurante da Federação das Indústrias para ouvir o novo ícone da política nacional, o prefeito de São Paulo, João Doria. Pode se dizer o que quiser, mas finalmente apareceu no cenário brasileiro alguém com o carisma e a capacidade de comunicação do ex-presidente Lula. Neste exato momento, os dois vêm travando uma batalha pelas redes sociais – Lula acusou Doria de não ter Carteira de Trabalho e Doria fez um vídeo mostrando o documento e dizendo que os filhos dele “têm orgulho de mim porque o pai trabalha, o pai não rouba”.  Esse bate-boca interessa especialmente a Doria, que assim vai polarizando com Lula com vistas às eleições presidenciais de 2018. Outra frente política aberta pelo prefeito de São Paulo e ex-apresentador de TV é o trabalho que realiza em São Paulo e que foi o tema da palestra que fez na Fiesc. São medidas de emergência como o Corujão da Saúde, convênio com hospitais particulares que acabou com a fila de 500 mil pessoas por exames do SUS, e a oferta de 9 mil empregos a moradores de rua em empresas como o McDonald’s. Outra ação de curto prazo é diminuir o tempo de abertura de empresas na Capital paulista: hoje são 101 dias, mas a partir deste mês, com a inauguração de um novo sistema informatizado, Doria garante que o processo será de cinco dias, caindo para apenas dois no ano que vem. Também via portal serão digitalizados os 340 mil protocolos que a prefeitura recebe por ano e será feito um “revogaço” nas 200 mil leis, decretos e portarias existentes, diminuindo este volume e consolidando tudo num lugar só. Doria também apresentou bons exemplos de parceria com a iniciativa privada, que podem ser utilizados por prefeitura de todo o país. No curto prazo, ele já levantou R$ 286 milhões em doações para coisas como automóveis para os guardas de trânsito, roupas para moradores de rua e até ovos de Páscoa para crianças carentes.


TAMBÉM PODE SER FEITO AQUI
O estilo de gestão de parcerias que implanta agora em São Paulo João Doria já havia experimentado quando foi presidente da Embratur. Por isso, elogia a transformação da autarquia em agência, para fazer do turismo numa das alavancas de desenvolvimento do país, ação que está sendo realizada pelo atual presidente da Embratur, o catarinense Vinicius Lummertz, um dos anfitriões do evento na Fiesc (à esquerda na foto). Em São Paulo, este estilo de gestão vai atuar em três frentes: privatização e venda de ativos, concessões e Parcerias Público-Privadas (PPPs). O Plano de Desestatizações de Doria quer passar 55 ativos para gestão privada até 2020. Destes, 11 são prioritários: privatizar e vender o autódromo de Interlagos, a SP Turis e mil imóveis públicos ociosos. Fazer a concessão de bilhetagem do sistema de transportes, terminais de ônibus, parques, cemitérios, mercados públicos e do estádio do Pacaembu. Por PPPs, Doria quer tocar a gestão de creches e a construção de moradias sociais.  “Isso pode ser feito em outras cidades do país”, disse Doria na Fiesc.


Itapoá inova
O Porto Itapoá realizou no último dia 2 de abril a primeira operação com navios Rol-On Rol-Off, para movimentação de automóveis do BMW Group. Na operação (foto), foram desembarcados dezenas de veículos importados dos EUA, posteriormente transferidos para o pátio do fabricante, em Araquari. A primeira diferença desses navios é a visual, já que eles possuem um costado (parte lateral) bem maior do que os outros. Nesses navios a carga entra e sai pelos seus próprios meios, sobre rodas ou até mesmo sobre outros veículos. Inaugurado em junho de 2011, o Porto Itapoá já é o sexto maior do país em movimentação de contêineres. Totalmente privado, Itapoá foi um dos quatro terminais de contêineres brasileiros a registrar crescimento em 2016, mesmo com a recessão. 


DE LUXO
Surpreendendo as expectativas do mercado, a Mercedes-Benz trouxe resultados mais animadores do que o esperado para o primeiro trimestre de 2017. Com 2.365 modelos emplacados em todo o país e 38% de market share, a montadora garantiu a dianteira no concorrido comércio de automóveis premium. O Grupo DVA, representante exclusivo da Mercedes-Benz em SC, apresentou dados ainda mais expressivos, garantindo a liderança no estado com 40% de participação no segmento.


CRESCENDO
Os três Estados do Sul receberam juntos, em 2016, mais de 2 milhões de turistas estrangeiros , um aumento de 8%  em relação ao ano anterior. SC foi o que apresentou o maior crescimento em relação a 2015 (26%), passando de quase 150 mil para 200 mil estrangeiros. O que mais recebeu estrangeiros foi o RS: 1,1 milhão, cem mil a mais do que em 2015.


FALANDO NISSO
“A população não está preocupada em quem é de esquerda, de direita ou de centro. Está preocupada em sanar seus problemas. Quero ser um saneador. Sigo o receituário do que é atual e ideal”
João Doria, prefeito de São Paulo 


COMO JARAGUÁ
Empresários presentes à palestra do prefeito de São Paulo na Fiesc lembraram que muitos municípios de Santa Catarina, especialmente das regiões do Vale do Itajaí e do Norte já fazem há muito tempo gestão em parceria com a iniciativa privada. Um dos exemplos mais destacados é o de Jaraguá do Sul, onde as empresas investem pesado em áreas como a saúde (hospitais) e segurança (Bombeiros Voluntários). 


WEG CAMPEÃ
É para poucos: o presidente do Grupo WEG, Harry Schmelzer Jr. (foto) venceu pela nova vez consecutiva o prêmio Executivo de Valor, na categoria Máquinas e Equipamentos Industriais. Promovida pelo jornal Valor Econômico, a premiação elege os melhores executivos em 23 setores do mercado. Não só o presidente é um grande campeão: é a 14ª vez que a WEG conquista um lugar no ranking em 15 anos.


INDIGESTA
Chegou a conta da operação Carne Fraca. SC encerra abril com retração nas exportações de carnes de aves e suínos. Foram 72,4 mil toneladas de frango e 23,1 mil toneladas de porco, 16,8% a menos do que em março. O faturamento caiu (quase 19% nas aves), mas na carne suína, apesar de menor, foi 33% maior do que em abril de 2016. “Março foi um mês diferente, de incertezas, novos negócios não foram feitos e os reflexos da operação surgiram em abril”, avalia o secretário da Agricultura, Moacir Sopelsa. 

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