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Bondeconomia - Edição 585 - 20/04/17

20 Abril 2017 14:22:27

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Foto: FERNANDO BOND

PROJETO ABAFADO PELA LAVA JATO
Na coluna do dia 1º de novembro do ano passado, na qual foi feita uma análise do resultado das eleições municipais na economia catarinense, uma nota alertava: “Nenhuma projeção de cenário político e econômico em SC vai dar na mosca se não for levado em conta o fator Lava Jato. A expectativa é a pior possível nos meios empresariais, onde, é claro, o assunto é tratado com toda a reserva”. Pois então: com as delações da Odebrecht que caíram como uma bomba no núcleo central do Governo de SC o quadro político sofreu uma completa reversão – mas esta, com certeza, não é a maior preocupação no setor produtivo. “Fizemos uma reunião reservada de emergência para uma avaliação do quadro e chegamos à conclusão de que temos que lutar para que o Estado não pare; é preciso preservar o trabalho que o governo Colombo vem fazendo e que nos permitiu enfrentar a crise e dar condições a SC de sair dela em primeiro lugar”, disse em ‘off’ à coluna o diretor de uma das mais importantes entidades representativas da nossa economia. Mas por incrível que pareça não foram as delações da Odebrecht em SC que dominaram essa reunião reservada.  “O escândalo político acabou abafando a inclusão da retirada da contribuição sindical obrigatória no projeto de lei da Reforma Trabalhista e precisamos fazer uma profunda reflexão sobre o que isso significa. Há um impacto ainda incalculável sobre nossas entidades e o trabalho que realizam”, desabafou a mesma fonte. A contribuição sindical corresponde a um dia de trabalho, para os empregados, e a um percentual do capital social da empresa, para os empregadores. O Brasil tem 17 mil sindicatos, que recolhem R$ 3,6 bilhões em tributos por ano. Com o fim da contribuição, deverá ocorrer uma sensível diminuição desses números, com fusões e extinção de sindicatos.


FALANDO NISSO
“O objetivo da reforma é modernizar a legislação, não podemos deixar que a precarização das leis de trabalho impeça a geração de empregos. Nem por isso estamos propondo a revogação de direitos” 
Deputado Rogério Marinho, relator da Reforma Trabalhista que propõe o fim da contribuição sindical


Expectativas
Depois de apresentar novamente números melhores do que a média brasileira na indústria, com crescimento de 4,1% em fevereiro, os setores produtivos catarinenses aguardam com expectativa os resultados das vendas de Páscoa. A previsão da Fecomércio-SC é de um aumento de 7,4% nas vendas com relação a 2016, o que não é lá grande coisa, porque o ano passado teve volumes abaixo dos anteriores. Mesmo assim, há um clima de otimismo com o controle da inflação e queda nos juros. A Confederação Nacional do Comércio, por exemplo, aumentou de 1,2% para 1,5% a expectativa de crescimento do varejo este ano. 


BOA QUEDA
Dirigente do maior bureau de análise de crédito da América Latina, o catarinense Roque Pellizzaro Junior está otimista com a queda de um ponto na taxa básica de juros (Selic), determinada na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). “A atual equipe econômica tem construído credibilidade, fato de grande importância para a ancoragem de expectativas. A isso se soma a recuperação mais lenta da atividade econômica”, analisa o presidente do SPC Brasil, lembrando que “taxas de juros mais baixas reduzem o custo do crédito para todos, estimulando o consumo por parte das famílias e o investimento por parte do empresariado”. Por isso a expectativa com os resultados da Páscoa. 

NOVO TEMPO EM SÃO FRANCISCO
Falar em Parceria Público-Privada (PPP) na prefeitura de São Francisco do Sul é redundância: oriundo do meio empresarial, o prefeito Renato Gama Lobo (foto) tem como marca dos primeiros 100 dias a implantação de uma gestão inovadora e enxuta (cortou de 24 para 12 o número de secretarias) e voltada para “arrumar a casa”, como ele próprio define. No entanto, assim como numa empresa, o prefeito está traçando o planejamento da cidade para as próximas décadas, e começou conseguindo encaixar cerca de R$ 20 milhões em obras de infraestrutura e turismo no Siconv, o portal de convênios do Ministério do Planejamento. Toda essa revolução em São Francisco ocorre quando o grande sustentáculo da cidade – o sistema portuário – passa por mudanças importantes. Uma delas é a extinção da autarquia que administra o porto e a criação de uma Sociedade de Propósito Específico (SPE), projeto que já está na Assembleia. A outra é a instalação de um novo porto, entre as praias do Forte e do Capri. Empreendimento orçado em R$ 3,1 bilhões pela WorldPort, idealizadora do Porto Brasil Sul, a iniciativa ainda divide a cidade, por questões ambientais. O projeto ainda não passou pela Fatma. 


ALIANÇA
Depois do sucesso internacional do Movimento Santa Catarina pela Educação, o presidente da Federação das Indústrias (Fiesc), Glauco José Corte abre uma nova frente social no trabalho da entidade. É a saúde e segurança do trabalhador, que ganhou por meio do Sesi a Aliança Saúde Competitividade, que visa o engajamento e participação de lideranças empresariais, acadêmicas, políticas e da sociedade na promoção da saúde e ambientes seguros para o trabalho. Quer também reposicionar o tema como um dos fatores estratégicos para a competitividade da indústria. Apoiam a Aliança o INSS, o Ministério Público do Trabalho, a Superintendência do Trabalho e Emprego, Tribunal Regional do Trabalho e federações de trabalhadores. 


WORKSHOPS
Nesta semana está sendo realizado em Jaraguá do Sul, Joinville e Blumenau o Workshop Aliança Saúde Competitividade, para consolidar a priorizar as necessidades das indústrias quanto à saúde e segurança do trabalhador. Os participantes respondem a uma pesquisa online, que identifica os desafios nessa área e será a base para a elaboração de um plano de ação para a mobilização regional.  


SOLUÇÕES
A multinacional Embraco, de Joinville, fabricantes de compressores, vem há três anos buscando reduzir impactos ambientais relacionados aos processos de manufatura e de consumo de energia elétrica. Para isso conta com as soluções WEG de Eficiência Energética, que otimiza os processos desde 2014, com a implantação do World Class Manufacturing, cuja metodologia é focada na eliminação de perdas e desperdícios. Recentemente foram substituídos os motores antigos por soluções de alta eficiência nas bombas e ventiladores de suas torres de resfriamento, com expressiva economia de energia elétrica e água. 

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