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Bondeconomia - Edição 584 - 13/04/17

13 Abril 2017 10:58:46

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FALANDO NISSO
“Esta atracação em Balneário Camboriú é a pedra fundamental do retorno dos investimentos nos navios de cruzeiro no Brasil, na saída da crise econômica”
Adrian Ursilli, diretor geral da MSC, empresa internacional de navios de cruzeiro


Al mare
Ainda no setor marítimo: o estaleiro catarinense Schaefer Yachts celebra 25 anos com o lançamento da Schaefer 510, de 51 pés, no Rio Boat Show, na Marina da Glória.  Assim como o edifício Yachthouse de Balneário Camboriú, a empresa fechou parceria com a italiana Pininfarina, responsável pelo design da Ferrari e Maserati, para assinar a versão 510. “Chegamos aos nossos primeiros 25 anos com o orgulho de ter transformado o mercado do setor no país e também como pioneiros em inovação, qualidade, tecnologia e excelência. Não é à toa que hoje nossos barcos navegam nas águas de todo o mundo”, comemora o presidente da empresa, Márcio Schaefer. 


CARNE FORTE
SC encerra o primeiro trimestre de 2017 com alta nas exportações de carne suína e de frango. Nos primeiros três meses do ano, o Estado exportou 307,2 mil toneladas e o faturamento superou os US$ 596,4 milhões. O grande destaque foi a carne suína, que teve um crescimento de 23,6% na quantidade exportada e de 66,8% no faturamento em relação ao mesmo período de 2016. Mesmo com a desastrada Operação Carne Fraca, vivemos uma boa fase nas exportações: foram 25,5 mil toneladas de carne suína em março, 23,2% a mais do que em fevereiro, e chegou a um faturamento de US$ 60,3 milhões. 


EXEMPLO
É modelo para todo o Estado o termo de parceria assinado pela Agência de Desenvolvimento Regional de Jaraguá do Sul e Centro Universitário – Católica de Santa Catarina para realização do Projeto Comunitário, pelo qual alunos dos cursos de engenharia elétrica e civil vão elaborar o plano diretor de melhorias e ampliação das 29 escolas estaduais da região do Vale do Itapocu. ADRs já pediram para receber o projeto, visando a implantação em outras regiões. 


CHEGADA DO MSC PREZIOSA MARCA NOVO TEMPO NO TURISMO DE SC E DO PAÍS
De maiô no deck de uma das piscinas no superluxuoso navio de cruzeiro MSC Preziosa, a faxineira Maria do Rosário, de Petrópolis (RJ), contou à coluna: “Fiz 50 anos ontem e ganhei essa viagem de presente do meu patrão. Nossa, como Santa Catarina é linda, quantas praias, quanta mata, quanta gente bonita, isso aqui é um paraíso”. Do deck da piscina Maria do Rosário via um cenário deslumbrante, o retrato de prédios enormes em frente à praia, emoldurados por morros de vegetação abundante – uma vista privilegiada e que surpreendeu até os catarinenses que subiram a bordo para a cerimônia de troca de placas que tradicionalmente é realizada quando um navio de cruzeiro chega pela primeira vez a uma cidade. “Este depoimento é a mais perfeita tradução do que queremos do turismo no Brasil: uma alavanca fundamental para ajudar o país a sair da crise, mas também um instrumento de inclusão social, para que o brasileiro comum possa também usufruir de um país que tem o conjunto de maiores atrações turísticas do planeta”, afirmou o presidente da Embratur, o catarinense Vinicius Lummertz. “A chegada deste navio tem impacto nacional, pela inclusão definitiva dos mares do Sul país na rota de cruzeiros”, acredita Lummertz. Os quase 4 mil passageiros e tripulantes que desembarcaram no atracadouro da Marina Tedesco percorreram as várias atrações da região, como o Beto Carrero, o Unipraias, o teleférico, gastando cerca de R$ 420 per capita, ou seja, mais de R$ 1,5 milhão. “Agora vamos fazer a batimetria das baías de Florianópolis, já encaminhada pelo ministro do Turismo, Marx Beltrão, e queremos avançar também para São Francisco do Sul, Porto Belo e Imbituba”, anunciou o presidente da Embratur, dizendo que “é preciso compreender que a chegada desses navios e toda a movimentação turística não impacta apenas o Litoral catarinense. Incluindo São Francisco do Sul teremos reflexos no Norte, na região de Jaraguá do Sul e parte do Vale do Itajaí, não só como atrações turísticas, mas também como produtores de insumos para consumo dos turistas. Precisamos valorizar a produção catarinense desde o Oeste para que nossos produtos sejam consumidos aqui, onde eles têm maior valor, em vez de serem apenas commodities para exportação”. 


VENCEDOR DE UMA LUTA DESIGUAL
Quando o MSC Preziosa, com seus 3.500 passageiros, 1.400 tripulares e uma envergadura que equivale a um prédio de 22 andares, apontou no horizonte e se aproximou de Balneário Camboriú a cidade “virou uma grande festa, nas ruas e nas redes sociais, é a marca de um novo tempo na autoestima da população”, disse o prefeito Fabrício Oliveira. Mas de todos que subiram ao Preziosa havia um mais emocionado e também mais homenageado: o empresário Júlio Tedesco, dono na Marina Tedesco, “que lutou por dez anos contra toda a burocracia, os entraves próprios do custo Brasil e todos os demais obstáculos que são colocados à frente dos nossos empreendedores”, desabafou Vinicius Lummertz (à direita na foto, ao lado Tedesco). 


OBSTÁCULOS
Turistas e tripulantes do MSC Preziosa que desembarcaram na Barra Sul ficaram deslumbrados também com a construção do Yachthouse, o maior prédio residencial do país (foto), com previsão de chegar a 81 andares – e que terá entre os moradores da cobertura o craque Neymar. Um empreendimento internacional da construtora Pasqualotto/GT Empreendimentos, com design assinado pela Pininfarina, empresa de design da Ferrari. Foi essa obra, que tem centenas de trabalhadores empregados e gera outras centenas de empregos indiretos na região de Balneário Camboriú, o alvo de uma ação do Ministério Público Federal, que pediu a paralisação da obra e a demolição do prédio, sob alegação de suposto descumprimento da lei ambiental e irregularidades na concessão de licenças e autorizações ambientais. A Pasqualotto conseguiu driblar o embargo provisoriamente na Justiça. 


CUSTO BRASIL
Sem levar em conta que a Marina Tedesco, antiga proprietária da área do edifício Yachthouse, fez um acordo com o Ministério Público em 2005 – há 12 anos, portanto – incluindo um estudo de impacto ambiental e o pagamento de R$ 200 mil de compensação, além de ter reservado uma área de preservação permanente, é bom lembrar que o projeto começou a ser erguido em 2013. A pergunta que se faz em Balneário Camboriú é simples: por que o Ministério Público esperou quatro anos para pedir o embargo da obra, quando poderia ter feito isso quando o prédio estava ainda na fundação? 

Imagens


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