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Boca Maldita - Edição 574 - 02/02/17

02 Fevereiro 2017 10:00:38

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Os sem gabinete
A Câmara de Vereadores volta ao “trabalho” na próxima semana, mesmo com a reforma dos gabinetes ainda não concluída. O jeito vai ser os vereadores despacharem no corredor e permanecerem como se encontram em pé para aprovarem os projetos do Executivo!

Contas desaprovadas
O PPS - Partido Popular Socialista, de Palhoça, partido do ex-candidato a prefeito Odílio José de Souza, teve as contas das eleições 2016 desaprovadas pela Justiça Eleitoral.  Pela condenação, o partido ficará impedido de receber fundo partidário, além de ser investigado por abuso de poder econômico. A sentença foi publicada nesta quarta feira, 01 de fevereiro, e o processo tem o número: 558-98.2016.6.24.0024. Acontece que como a lei mudou recentemente, o partido teria que ter declarado a confecção e impressão dos santinhos que cedeu aos seus candidatos a vereadores. Como nas prestações de contas desses vereadores aparecem os recibos da doação, mas não foi declarada na prestação de contas do partido doador, deu-se a irregularidade.

A que ponto chegamos
A família de uma senhora palhocense passou essa semana o maior desespero, quando depois de ser atendida no Hospital Regional de São José, voltou para casa desenganada, bastando apenas esperar a morte, pois foi diagnosticada como tendo cirrose hepática em índices elevadíssimos. Quando o desespero familiar era grande é que seu marido ao olhar melhor o exame é que constatou que este pertencia a uma outra paciente do hospital! 
E agora doutor? Vai ficar o dito pelo não diagnosticado?! A senhora que realmente era dona do exame será comunicada e fará o tratamento? São perguntas que ficam no ar, tudo por conta da situação caótica e do abandono que vive a saúde pública.

E agora prefeito?
O Observatório Social de Palhoça está solicitando à administração Camilo Martins, que não nomeie nenhum vereador para cargos de secretário na Prefeitura. De acordo com os membros do OS, é um grande equívoco pensar que o mandato de um eleito pertença a ele próprio ou ao seu partido político. “O mandato é de seus eleitores, aos quais deve prestar contas sistematicamente, sobre o desenvolvimento das suas propostas e promessas de campanha”, afirmam.
“Ora, ao aceitar assumir uma função no Executivo, passa este a responder ao prefeito e não mais ao eleitor. Por sua vez, o suplente que não conseguiu votos suficientes para eleger-se, ganha de presente uma vaga como vereador”, argumenta o grupo através das redes sociais e perguntam: “De quem passa ser devedor este vereador e suplente: dos seus eleitores ou do prefeito”?
Isso ainda vai dar muito o que falar, mesmo porque, cobrança desse tipo é novidade na política de Palhoça.

Em Tempo
Esclareço que recebi a reclamação de uma moradora que não conseguiu ser atendida. Depois destas esclarecedoras informações sobre a real situação do Conselho em Palhoça, concordo que realmente seria impossível a realização de um bom atendimento trabalhando em condições assim tão precárias, embora o conselho se esforce para isso. Na verdade, pode-se dizer, que o Conselho Tutelar de Palhoça passa por verdadeira situação de vulnerabilidade. A quem recorrer? Pergunto ao prefeito municipal Camilo Martins.

A Boca Maldita é sua
Conselho tutelar de Palhoça: “Gostaríamos de lhe informar que o Conselho Tutelar atende de segunda a sexta-feira, das 08h às 18h. Além disso, fazemos plantão de 24 horas e sempre que ocorre uma violação de direito com crianças ou adolescentes somos chamados pela Polícia Militar, Delegacia, Promotoria, Judiciário ou qualquer órgão de proteção. Muitas vezes precisamos sair de madrugada, nos fins de semana, não tem hora ou lugar, sempre que há necessidade vamos atender àqueles que precisam de proteção. Seria muito interessante se o Jornal Palhocense informasse à população sobre condições precárias em que trabalhamos. Em vários momentos nosso telefone celular de plantão está com a linha cortada para fazer ligações e temos que utilizar o nosso telefone particular. Nesta semana ficamos dois dias sem telefone e internet, não pudemos fazer contato com as famílias, acessar os sistemas SIPIA e APOIA, imprimir documentos, tampouco pudemos ler os e-mails com as denúncias que recebemos diariamente. Precisamos dividir um motorista entre dez conselheiros para poder realizar as visitas e atender às denúncias. Fomos informados recentemente que não teremos água mineral até março, o que agrava nossas condições de trabalho, visto que não temos ar condicionado nas salas e contamos com uma estrutura precária com mofo nas paredes e salas pouco arejadas, que com as altas temperaturas impactam na condição de saúde dos trabalhadores e atendidos. Sim, por vezes as pessoas passam mal por causa do calor. Recebemos um salário muito baixo comparado à nossa atuação e ainda nos é exigido nível superior. Não temos direito a plano de saúde ou qualquer outro benefício que os servidores estatutários recebem. Realizamos um trabalho exaustivo. É muito difícil atender casos de violência, como abuso sexual, tortura ou negligência e depois ter uma noite tranquila de sono, sabendo que inúmeras violações continuando acontecendo em Palhoça. Que tal vir nos visitar e acompanhar de perto o que é ser um Conselheiro Tutelar, antes de publicar uma nota no jornal falando mal do nosso serviço?”.
A nota foi encaminhada a esta coluna por e-mail e vem assinada como: Conselho Tutelar Proteção.

Congestionado
Ando com saudades do tempo que congestionamento de trânsito em Palhoça se dava somente quando era realizada a festa de São Cristóvão, no Alto Aririú, durante desfile de 7 de setembro ou nas carreatas dos candidatos nas eleições. Dirigir por Palhoça passou a ser um verdadeiro teste de paciência, pois é fila a toda hora e por todo canto. Agora, para piorar, até a Polícia Rodoviária resolveu fazer semanalmente blitze embaixo do túnel de acesso ao Caminho Novo. Ali, bem escondidinho e para não pegar muito sol na moleira. Resultado: mais fila!

O que dizem e eu Não Afirmo...
QUE o candidato a prefeito na eleição de 2012, Ivon de Souza, deixou o então presidente do PSDB de Palhoça, Valmir Schwinden, sozinho e desamparado na pendenga do processo eleitoral impetrado por uma agência de publicidade, contratada para a sua campanha de 2012. Valmir teria sido condenado a pagar R$ 190 mil e dizem que Ivon já adiantou que não vai ajudar nem com um centavo! Acho que é fofoca... O Ivon não é de deixar companheiro na estrada, é?!?!

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