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Palhoça - Quinta-Feira, 09 de Setembro de 2010 - Bom Dia!!!

Uma Palhocense nos EUA

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Por questões de segurança

As aulas começaram e com elas todas aquelas responsabilidades. Mas não estou falando da responsabilidade que o aluno deve ter com os estudos, mas sim, que a instituição de ensino tem com os estudantes – o de garantir a segurança dentro do estabelecimento.
Para que isso ocorra, os professores são instruídos pela direção para passar os recados aos alunos, ainda no início do semestre. Eles informam, entre outros assuntos, que, em um determinado momento do ano letivo, haverá um treinamento contra incêndio. Nessa situação, soará o alarme e todos deverão sair, com calma, e se dirigir para a rua. Outro treinamento abordado será o de tornado, onde todos deverão buscar abrigo dentro do prédio, de preferência no porão. Esses dois exercícios são benéficos em uma condição real de incêndio e tornado; vai evitar criar um pânico coletivo e todos já saberão as coordenadas para se prevenir em situações como essas.
Outro ponto levantado pelos professores é o telefone dentro da sala de aula. Obviamente, o aparelho não está ali para realizar ligações; ele deverá ser usado somente em caso de emergência para solicitar ajuda, como por exemplo, se um aluno ou o professor tiver um problema de saúde e passar mal.
Mas o aviso que merece destaque foi dado pela professora quando um aluno atrasado tentou entrar na sala e a porta estava trancada. Ao dirigir-se para abrir a porta, a professora afirmou que vai manter, todos os dias, a porta trancada, por questões de segurança. A alegação é de proteção aos alunos e professores, em caso de uma visita indesejada: um ladrão ou assassino que teria a infeliz idéia de invadir a classe com uma arma em mãos. Exagero? Penso que sim, afinal, casos como esses não são frequentes, embora uma vez ou outra os jornais noticiem que um louco nos Estados Unidos atirou com uma metralhadora contra todos em uma sessão de cinema. Então, a direção das instituições de ensino está apenas fazendo o papel de proteger a todos. Eles não esperam acontecer para somente depois tomar providências; eles se previnem para que o pior não se torne realidade. Que bom!


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Ano Letivo

As aulas nos Estados Unidos não seguem a mesma linha do Brasil. Pode parecer meio estranho, mas o ano letivo tem início somente depois da metade do ano. O período é de agosto/setembro, com pausa em dezembro, por causa das festas de Natal e Ano Novo, e depois é retomado no começo de janeiro até junho. Há ainda outra pausa na primavera, chamada de Spring Break, e varia de acordo com a escolha das escolas e faculdades. Geralmente, fica entre os meses de março e abril. Os universitários aproveitam essa pausa das aulas para planejar viagens e festas.
Pelo menos há algo em comum entre os EUA e Brasil: os estudantes aproveitam os meses de verão e somente depois começam um novo ano de estudos. Só que no Brasil, o começo do ano letivo é no início do ano. E como na América o verão acontece em junho, julho e agosto, os estudos começam no ano já em andamento.
Vários programas estão à disposição para aqueles interessados em vir estudar nos Estados Unidos, depois de formados em escolas e colégios. Um deles é o intercâmbio, com possibilidade de morar com famílias americanas. Outra opção, ainda residindo com americanos é o programa de Au Pair. São, na maioria, meninas de até 26 anos, selecionadas para cuidar de crianças e da casa e com a obrigatoriedade de estudar em algum curso. Quem decidir vir para fazer faculdade tem de estar atento; deve-se comprovar renda suficiente para pagar a universidade (até as públicas são pagas, porém, mais em conta do que as particulares) e realizar o TOEFL – Teste de Inglês como Língua Estrangeira (no inglês Test of English as a Foreign Language). Esse teste avalia o nível de inglês do candidato, que deve ter um alto desempenho, com uma pontuação acima dos 550, dependendo da universidade.
De acordo com o Instituto Internacional de Educação, mais de 8.700 brasileiros vieram estudar na América entre os anos de 2008 e 2009. Além de adquirir mais conhecimento, quem opta por estudar no exterior leva consigo uma bagagem de vida, com experiência em outras culturas.


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O esporte da América

O calor de mais de 40° não espantou os torcedores do Green Bay Packers no último sábado, em Green Bay, a duas horas de Milwaukee. O time representa o estado de Wisconsin na Liga Nacional de Futebol Americano (em inglês, a sigla é NFL). Horas antes, o público reúne-se no estacionamento para fazer o churrasco americano, em uma estrutura muito bem organizada, melhor do que nos jogos de baseball. Além de vestir a camiseta do Packers, alguns torcedores se sobressaem e vão fantasiados com peruca, chapéu, óculos e muitas cores. De repente aparece uma charanga – senhores simpáticos e fantasiados divertem o público com instrumentos musicais para arrecadar algum dinheiro.
A hora da entrada não é muito bem organizada por se tratar de Estados Unidos, mas mesmo assim, não há tumultos. Cada um tem o lugar marcado para sentar. No início a torcida revela-se meio tímida, mas aos poucos solta o grito da garganta. Há ainda um narrador e muita música durante toda a partida. O jogo era o primeiro do Packers da pré-temporada, contra o Cleveland Browns. Antes do início, o Hino Nacional; momento muito respeitado pelos americanos, que levantam e cantam em coro com orgulho.
O estádio do Packers é o Lambeau Field, com capacidade para quase 73 mil pessoas; e estava quase lotado, com 69 mil espectadores de todas as idades. O campo mede 53 metros na largura e 100 jardas de comprimento. Para ganhar o jogo, a equipe tem que levar a bola (que não é redonda, e sim, oval) até final do campo adversário para marcar pontos, em quatro tempos de 15 minutos. No meio desses tempos, vem o intervalo, que é outro show à parte: bandas com tambor, propaganda nos telões, participação do público e, claro, a presença das cheerleaders – as animadoras de torcida com os pompons na mão e dando tchauzinho o tempo todo.
Fazer parte dessa “festa” não é tão simples. Os pacotes para a temporada já estão vendidos com antecedência. Quase todos os torcedores são sócios e o título só pode ser passado de pai para filho. O que acontece é a venda do ingresso de “mão-para-mão” entre amigos. No final, o time da casa acabou perdendo. Mas mesmo assim, quem compareceu ao estádio só ganhou ao ver o esporte mais popular dos Estados Unidos e um dos grandes espetáculos esportivos da Terra.


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Shows americanos

Concert é a palavra usada nos Estados Unidos para definir o que, no Brasil, chamamos de show musical. E muitos grupos musicais dão, literalmente, um show à parte por aqui, assim como no Brasil - da mesma forma que outras bandas e cantores também deixam a desejar. Mas, na maior parte das vezes, o que se presencia é um espetáculo de qualidade, com o preço do ingresso razoável. Porém, a divulgação do show é diferente: raramente é anunciado em televisão – o meio de comunicação mais comum para isso é o rádio.
O local da apresentação é, geralmente, em um estádio de baseball ou em um teatro. E não precisa chegar cedo para reservar um espaço, pois os lugares estão marcados com número e fileira, por se tratar de assentos. A pessoa pode chegar atrasada que o lugar estará garantido. Para achar a exata localização da cadeira, muitos funcionários ficam à disposição do público para auxiliar nessa hora. Quem preferir pode comprar o ingresso que dá acesso à pista; aí, sim, deve-se chegar muito cedo para captar o melhor ângulo do artista. Quando a faixa etária é permitida, famílias com crianças marcam presença nos eventos, em um momento pacífico de puro entretenimento familiar, com direito a muita comida, como cachorro-quente e hambúrgueres.
Uma curiosidade é que os shows aqui não começam tarde. A maioria está marcado para as 19h, com uma banda de abertura e, por volta das 22h, vem a atração principal. Depois do show, o público retira-se sem o popular empurra-empurra. Uma passadinha pelas barracas montadas de improviso para a venda de camisetas, canecas e demais suvenires da banda é sempre uma pedida.
O lado negativo: pode-se dizer que o público americano não é lá de se agitar muito nos shows. Grande parte dos espectadores permanece sentada durante a apresentação; eles não possuem o mesmo entusiasmo e energia que os brasileiros. Outro ponto destacado é a bebida alcoólica: se o show começa às 19h, às 22h já não é mais permitida a venda. Talvez por esse motivo, brigas e tumultos não são frequentes. Na soma de tudo, o que se tem, no final, é um espetáculo de qualidade, com muito som, cores e luzes.


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Dia dos Pais já passou

Isso mesmo: o Dia dos Pais já passou. Pelo menos nos Estados Unidos. Aqui, a data é celebrada mais cedo do que no Brasil – no terceiro domingo do mês de junho.
Contam que a data para os EUA surgiu no começo do século passado. A filha de um veterano da Guerra Civil queria homenagear o pai dela – viúvo, com seis filhos para criar sozinho. A filha, vendo a bravura do pai ao lidar muito bem com a criação dos filhos, achou justo escolher um dia no ano para enaltecer a figura paterna. Em 1910, Sonora Louise Smart Dodd – que morava em Washington, entrou com um pedido às autoridades para que a data se tornasse conhecida e reconhecida em todo os Estados Unidos. Aceita a vontade, o primeiro dia dos pais realizou-se no mesmo ano, no aniversário do pai de Sonora, em 19 de junho. Dizem ainda que rosas brancas representam os pais já falecidos e, as vermelhas, os que estão vivos. Mas apenas em 1972 a data tornou-se oficial pelo então presidente, Richard Nixon. Outras pesquisas afirmam que a oficialização veio mais cedo, pelo presidente Lyndon Johnson, em 1966.
No território americano a celebração aos pais é marcada por muita publicidade e é uma data bem comercial, como no Brasil. Mas no nosso país, a impressão é que a celebração é bem mais forte, tanto na divulgação quanto no envolvimento sentimental. Nos Estados Unidos, as lojas aproveitam para lançar promoções e os restaurantes chamam para comemorar o dia em um encontro de família.
No resto do mundo o Dia dos Pais não possui as mesmas datas – em alguns países coincidem, em outros não. O fato é que o sentido é a mesmo; há sim, uma razão comercial, mas o mais importante é festejar o amor existente entre pais e filhos. E para isso não existem idiomas, fronteiras e nem distâncias.


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Cheesecake

Para o americano, todo dia é dia de comemorar para comer e comer para comemorar. Pode nem ser oficial, mas amanhã, sexta-feira, é a vez de celebrar mais uma guloseima muito conhecida nos Estados Unidos: o cheesecake. Na tradução literal seria bolo de queijo, mas a iguaria traz um sabor muito doce, acompanhada de creme de queijo e com a base de massa. Há relatos que essa sobremesa já vinha sido servida aos atletas olímpicos anos e anos atrás.
Talvez o sabor mais famoso seja o New York Style, que geralmente vem acompanhado de chocolate ou morangos. Porém, é o mais pesado para o estômago. Outro que vem na sequência no paladar americano é o Philadelphia; esse é mais leve.
Um dos locais favoritos e mais populares para se comer esse doce é o Cheesecake Factory – um tipo de uma cafeteria que serve inúmeros sabores de cheesecake. O local foi inaugurado na década de 70, em Los Angeles, California, mas os proprietários já estavam no mercado de trabalho há mais de 20 anos. Depois de três décadas, é sucesso absoluto, com mais de 150 lojas espalhadas pelo país. Além da sobremesa, ainda serve almoços, jantares e drinks; por isso podemos chamá-lo também de restaurante. Qualquer que seja a escolha, é quase de certeza que o tamanho do pedido será muito grande.
Esse 30 de julho é uma boa oportunidade de conseguir um bom preço no Cheesecake Factory ou em qualquer outro ponto de venda de cheesecake para saborear a iguaria. Se a idéia é não sair na rua, há outra alternativa: pesquisar receitas na internet e preparar a sobremesa em casa. Para os americanos, festejar esse dia é muito fácil: basta comer o doce a qualquer hora dessa sexta-feira; assim o dia do cheesecake será muito bem celebrado.


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Em caso de incêndio chame dez caminhões de bombeiro

Parecia cena de filme americano, mas era uma situação de incêndio de verdade... e no meu prédio. Na quarta-feira da semana passada, por volta das 23h30min, toca o alarme. Todos os moradores dos 14 andares têm de descer as escadas no escuro, somente com o auxílio de lanternas.
Nos Estados Unidos é comum haver escadas de emergência do lado de fora dos prédios, mas, infelizmente, esse não era o caso. Na chegada ao primeiro andar, muita fumaça; nem a lanterna conseguia iluminar os degraus da escada. O sufoco durou cerca de 10 segundos até o lobby do prédio, mas o suficiente para inalar a fumaça, ter náuseas e a sensação de garganta arranhada por horas. Por conta disso, alguns moradores tiveram de ser atendidos pela equipe médica móvel ou até mesmo ser encaminhados ao hospital.
De acordo com os relatos, um curto circuito no porão do prédio teria provocado o incêndio, mas ainda será investigado. De qualquer maneira, não se viu fogo em parte alguma, apenas a fumaça. A rua – avenida principal de Milwaukee - foi fechada para que os bombeiros pudessem trabalhar à vontade, utilizando hidrantes e todos os aparatos para combater o incêndio. Somente depois de quase 48 horas (na sexta-feira à tarde) os moradores puderam retornar aos apartamentos. Durante esse período foi permitida a entrada de apenas um ocupante na residência, acompanhado de um oficial, para pegar itens necessários, como documentos e remédios.
O que mais chamou a atenção foi a quantidade de caminhões de bombeiros presentes no momento: dez!!! Fico imaginando se realmente o fogo fosse aparente: quantos caminhões viriam?! Os brasileiros por aqui costumam brincar que os bombeiros americanos se mobilizam até por gatos em árvores. A sirene dos bombeiros é frequentemente ouvida 24 horas por dia em Milwaukee – resta saber se é um treinamento, um gato em uma árvore ou mesmo um incêndio.


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Parques Aquáticos

Mês de julho, férias, verão americano, temperaturas elevadas. Tudo parece um convite para se refrescar e se divertir nos Estados Unidos. Embora Wisconsin seja banhado pelo Lago Michigan, o estado oferece outro destino rumo às águas: os parques aquáticos. Wisconsin é referência nacional nesse quesito. Muitos afirmam que aqui encontra-se o maior parque aquático aberto da América, sendo, inclusive, apresentado em programas de televisão.
Em termos de tamanho, o campeão é o Noah’s Ark (Arca de Noé), localizado na cidade de Wisconsin Dells. Ele oferece 41 toboáguas, piscinas com ondas grandes, rios artificiais, áreas para crianças e entretenimento para toda a família. O destaque fica com o tobogã de quase meio quilômetro de extensão, chamado Black Anaconda; muita água e montanha-russa ao mesmo tempo. A sensação é que uma cobra está realmente nos engolindo, a 30 km/h.
Ainda em Wisconsin Dells, outro parque chama a atenção. O Kalahari aborda a África como tema. Considerado grande também, ele é fechado, podendo ser usufruído inclusive no inverno. Tobogãs, piscinas (uma delas é utilizada para surfar) e rios artificiais para se fazer passeio com bóias são algumas das atrações. Fora isso, pode-se aproveitar os mais de 100 mil m², que incluem salas de cinemas, spa, parques de diversão com mini roda-gigante, boliche e apresentação de animais.
É claro que há muitos outros parques aquáticos espalhados pelos Estados Unidos, mais interessantes e que oferecem mais diversão, como os de Orlando, na Flórida. Mas quem mora em estados vizinhos e não pretende viajar para muito longe, as férias nesses parques são perfeitas e já estão de bom tamanho. E se falamos em tamanho, então Wisconsin Dells é o lugar certo.


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Mundo da Fantasia

Viver esse sonho acordado não é privilégio apenas de crianças. Na verdade, não há limite de idade no mundo da fantasia. Jovens, adultos e até idosos também se sentem à vontade neste que é considerado o maior parque de entretenimento de todos os tempos: o mundo de Walt Disney. Nos Estados Unidos encontramos dois deles: em Orlando, na Flórida, o Walt Disney World; e em Los Angeles, na Califórnia, a Disneyland. O primeiro parque instalado foi o da Califórnia, porém, o mais popular está no sul do país, em Orlando. Estima-se que, por ano, cerca de 40 milhões de pessoas de todo o planeta visitam o Walt Disney World.
Neste complexo há quatro parques temáticos. O Magic Kingdom foi o primeiro a ser inaugurado nos anos 70. Lá é considerado o coração da Disney e onde se encontra o Castelo da Cinderela. O Epcot Center é mais voltado às aventuras radicais. Nesse parque está a grande esfera chamada de Spaceship Earth. Dizem que esse é o segundo ponto mais fotografado da Terra, perdendo apenas para a Torre Eiffel, em Paris. Temos ainda o Hollywood Studios, com o gigante chapéu de mago do Mickey. Aqui o tema é o cinema, podendo ver até como são desenvolvidas cenas de filmes, como Indiana Jones. E o Animal Kingdom que, como o nome já diz, voltado aos animais, incluindo os dinossauros. Em quaisquer dos parques, os personagens da Disney estarão presentes e, além disso, muita natureza, apresentações, cinemas 3D (e até 4D) e atrações surpreendentes. Ah! Uma curiosidade que eu só descobri aqui: a pronúncia de Disney é, na verdade, “Disni” e não Disneiii, como a maioria (incluindo eu) pensava. Nos arredores ainda há outros parques, como os aquáticos, de montanha-russa e os que simulam cenas de filmes. Sem contar os outlets para compras ou ainda, bem mais afastadas, as badaladas praias de Miami.
Há muito o que contar sobre o mundo da Disney, mas só vivenciando para saber. O aconselhável é evitar ir em julho, mês de férias no verão dos Estados Unidos - portanto, lotado de americanos. Se for nos meses anteriores, como maio e junho, é provável que encontre alguns brinquedos em manutenção, justamente para ficarem prontos na alta temporada. Neste período as chuvas são frequentes, mas nada que uma capa não resolva. Faça chuva ou faça sol, na terra do Mickey todos voltam a ser criança e saboreiam o lado mais doce da infância.


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Estátua da Liberdade

Os americanos vão comemorar mais um Dia da Independência no próximo domingo, 04 de julho. E como independência rima com liberdade, já vem à cabeça o maior símbolo dos Estados Unidos e também um dos mais famosos monumentos da Terra – a Estátua da Liberdade. Localizada na Liberty Island, em New York City, a Estátua é oficialmente chamada de “A Liberdade Iluminando o Mundo”. Foi um presente amigável dos franceses aos americanos pela batalha vencida contra a Inglaterra e inaugurada no ano de 1886. A tocha que a estátua segura representa justamente a liberdade do povo e o livro que ela carrega na mão contém a data 04 de julho em algarismos romanos. Feita de bronze, com mais de 92 metros de altura – incluindo o pedestal – e mais de 24 mil toneladas, é considerada, pelo Guinness Book, a estátua mais pesada do planeta.
Este patrimônio mundial da UNESCO recebe, por ano, cerca de 15 milhões de turistas. Para ter acesso à ilha, os interessados devem comprar o ingresso e aguardar pela balsa no Battery Park. Antes de embarcar, cada pessoa passa por uma revista similar a que encontramos nos aeroportos, com raios-X em bolsas e detector de metais (carregar alguma mala para lá, nem pensar). O passeio de barco dura 15 minutos e, durante este tempo, pode-se admirar o desenho de Manhattan feito pelos prédios, as pontes e o mar.
Nos mais de 60 mil m2 da Liberty Island, o turista ainda pode conferir as famosas lojinhas que vendem lembranças do lugar, como camisetas e porta-retrato, e um restaurante, lotado de fast-food. Mas é claro que a atração fundamental da ilha é a Estátua da Liberdade. Além das fotos tiradas de todos os ângulos, os mais empolgados ainda podem entrar neste cartão postal americano e seguir até a coroa, que possui sete raios, representando os sete mares e continentes. Depois de passar por centenas de degraus, a recompensa vem no topo, onde se tem a fantástica vista da cidade de New York. Desde os atentados de 2001, a subida à coroa foi proibida, mas ano passado, o acesso foi reaberto ao público. A figura da estátua, tão imponente, nos faz realmente sentir que estamos em terras americanas.


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Muito alarde

O verão começou tumultuado para os moradores de Milwaukee e arredores. Na noite da última segunda-feira, 21 de junho, a mídia anunciava a vinda de um tornado para a região. Os programas nacionais deixaram de ser exibidos na televisão para dar lugar aoS jornais locais, com cobertura sobre o mau tempo, cheio de mapas sobre a localização do tornado. O tornado, segundo o serviço meteorológico, tinha hora para chegar e ir embora.
Ficamos curiosos para ver aquela que poderia ser a nossa primeira experiência de fenômenos naturais ao vivo e em cores. Mas confesso que não levei fé, pois aqui, muito se fala, mas pouco acontece, quando o assunto é previsão do tempo. Em Milwaukee veio um temporal com chuva, vento, relâmpagos e algumas trovoadas – comum para quem viveu na Grande Florianópolis, local onde essas cenas são frequentes, principalmente no verão.
Na TV, os comunicadores anunciaram que o aeroporto estava fechado. Eles ainda pediam para que as pessoas não saíssem das residências e se dirigissem ao porão para maior segurança. Se não houvesse porão em casa, que fossem a cômodos longe de janelas. Atitude contrária a minha, que fiquei ao lado da janela, na expectativa frustada de ver algo (eu já sabia).
Mas em cidades vizinhas, o tornado realmente apareceu, afirmado pelo Serviço Nacional de Meteorologia. A cidade de Eagle foi a mais atingida. Lá o tornado teve força F2, com ventos de até 130 milhas por hora. Por quatro quilômetros, o tornado teria arruinado cerca de 25 casas e danificado mais outras 100, derrubado árvores e postes e provocado o ferimento de algumas pessoas, mas nenhuma morte.
O centro de Milwaukee não é rota desses fenômenos, mas municípios próximos são. Mesmo assim, sempre há muito alarde sobre esses fenômenos naturais. A mídia local oferece uma cobertura intensa sobre o tempo – parecem até fissurados por isso. Talvez pelo fato de os Estados Unidos ser um país muito favorável a furações, a preocupação por parte deles fale mais alto. Nunca se sabe quando um tornado deixará de ser dúvida e passará a ser real. Por isso o Serviço Meteorológico previne tanto. Como diz o ditado, “seguro morreu de velho”.


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Torcida americana na Copa

Em campo, sábado passado, a seleção de futebol dos Estados Unidos estreava na Copa do Mundo 2010. Em Milwaukee, a torcida reuniu-se em bares e em festas improvisadas no meio da rua, com telão e mini-palco para apresentações musicais. A torcida meio tímida assistia ao jogo, mas acredito que estavam ali mais pelo agito. No meio do povo, não só americanos, como também gente de outras nações. Os ingleses, oponentes do dia, marcaram presença, bem como a torcida da Itália e também a do Brasil.
Apesar de comparecer para torcer, os americanos não deixavam transparecer admiração e nem mesmo empolgação pelo futebol. Para quem é brasileiro e nasceu respirando essa atmosfera futebolística, é notório ver a diferença de quem realmente torce e quem apenas assiste a uma partida. Uma amiga do Brasil, que mora aqui há anos, comentou que na Copa passada, nem havia torcida dos Estados Unidos pelas ruas, mas que, nesse ano, o número de pessoas vibrando pelo país na competição aumentou visivelmente.
O fato é que o futebol não é considerado um esporte de prestígio para os americanos. Para eles, o que interessa é o baseball, o futebol americano e o basquete. É muito mais importante para os Estados Unidos uma Olimpíada do que uma Copa do Mundo (será porque eles possuem mais destaque em jogos olímpicos do que no futebol?!).
Na semana passada, o time de hockey de Chicago, Blackhawks, ganhou o torneio depois de quase meio século. Em plena tarde de sexta-feira, as principais ruas da cidade pararam devido às comemorações. Eram pessoas penduradas em postes e em cima de abrigos de ônibus, chuva de papel picado, desfile dos jogadores campeões em caminhões de bombeiros, tudo bem semelhante às comemorações de títulos do esporte que temos no Brasil. “Dois milhões de pessoas nas ruas de Chicago para comemorar um título de hockey, inédito há 49 anos. Provavelmente, aqui, você não veria isso pelo futebol”, disse uma amiga americana.
Definitivamente, gosto não se discute. Muito menos uma paixão que move multidões.


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Dia de comer

Como se não bastasse toda a comida ingerida de forma exagera nos Estados Unidos, há ainda ocasiões em que guloseimas são distribuídas de graça. Uma delas é o Dia do Donuts (National Doughnut Day), festejado na primeira sexta-feira de junho. De acordo com pesquisas, essa data existe desde os tempos de guerra, criado pelo Exército de Chicago, em 1938. O objetivo era arrecadar fundos e agradecer aos voluntários que serviam a iguaria aos soldados. Hoje em dia, quem quiser fazer alguma doação ao Exército ao pegar um donuts é muito bem vindo. Ao que tudo indica, quatro restaurantes participaram da celebração. Enquanto uma unidade por pessoa era oferecida gratuitamente em dois restaurantes, os outros apenas cediam o donuts mediante a compra de uma bebida. Mesmo assim, o trato agradou a muitos.
Dotada de uma quantidade generosa de açúcar e variados sabores, essa rosquinha doce, que pode ter um furo no meio ou não, é muito popular entre os americanos. Por ano, os Estados Unidos produzem uma média de 10 bilhões de donuts. Quem preferir pode fazer essa massa frita em casa – alguns vídeos na internet ensinam como. Nos filmes americanos é comum vê-los como lanche de policias. Na televisão, o simpático Homer Simpson, da série The Simpsons, devora a guloseima com muito gosto.
Não há dúvidas que a atividade preferida da maioria dos americanos é comer e, infelizmente, de uma forma não saudável. Muita gordura, fritura, doces, alimentos industrializados são consumidos todos os dias, sem moderação e fora de hora. Algo que se nota também são essas datas comemorativas para comida. Além do donuts, ano passado escrevi uma coluna sobre o Dia do Paczki – doce semelhante ao donuts. E no fim do mês passado foi celebrado o alimento número um, na minha opinião, dos Estados Unidos – o Dia do Hambúrguer. Mais uma vez, uma desculpa para comer. E para os americanos, por que não?


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Pipas no ar

O céu de Milwaukee estava um pouco mais movimentado e colorido no final de semana passado. Durante o sábado e o domingo ensolarados, a cidade sediou a 23ª edição do Family Kite Festival – um festival de pipas, patrocinado por rádios locais e pela sociedade de pipas do estado anfitrião Wisconsin e do vizinho Illinois.
Na disputa, artistas individuais ou em grupos faziam suaves coreografias no ar com as mais criativas pipas, em formato de insetos, animais, figuras geométricas, aviões, entre outros. Profissionais do ramo que vieram de outros estados e até de outros países exibiram grandes performances durante a manhã e a tarde do final de semana. Quem ganhou com isso foi o público, formado por pessoas de todas as idades. Crianças, idosos e adultos levaram as toalhas de piquenique com comes e bebes ao Veterans Park – local da apresentação, que tinha a entrada e o estacionamento gratuitos.
As tradicionais barraquinhas com venda de comida e bebida também estavam por lá. Além dessas, havia mais barraquinhas curiosas, como a de uma máquina de fazer bolinhas de sabão e outra barraquinha que oferecia água aos cachorros que passeavam com os donos.
Para os pequenos, um atrativo a mais: as 100 primeiras crianças que compareceram ao festival no sábado, receberam pipas gratuitamente e puderam brincar pelos gramados do parque, que tem ao fundo o Lago Michigan com um generoso vento a favor. Simultaneamente, homens e mulheres aproveitaram o evento para circular, caminhar e andar de bicicleta. Todos os presentes estavam empolgados com o primeiro grande final de semana (e feriado na segunda-feira) de muito sol e calor.
Com transmissão ao vivo pela internet, o festival mostrou mais uma atividade sadia que se pode desenvolver ao ar livre junto à família e aos amigos.


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A praia alternativa

Na próxima segunda-feira, 31 de maio, será celebrado o Memorial Day – um dos poucos feriados americanos de verdade. A data homenageia aqueles que participaram das guerras em nome do país. É a partir daí também que temos a abertura do verão, apesar de ainda ser primavera. Muitos eventos são realizados em todo o país. Na praia de Venice, no sul da Califórnia (perto do centro de Los Angeles) acontece um campeonato internacional envolvendo a forma física. Serão três dias de competição – começando no sábado - onde homens e mulheres vão exibir as habilidades no boxe amador e competir pelos melhores músculos. Além dos oponentes, o evento promete contar com muitos curiosos e admiradores.
Todas essas atividades em favor da boa forma (há mais competições da categoria durante o ano) se devem à fama que a praia de Venice possui. Em 2006, durante uma dessas competições, o ex-ator, ex-campeão de fisiculturismo e atual governador da Califórnia, Arnold Schwarzenegger, deu o ar da graça, surpreendendo todos os que estavam presentes.
Também chamada de “Praia dos Músculos”, Venice dispõe de uma academia ao ar livre, de frente para a praia, com aparelhos em boas condições de uso, mantidos pela cidade de Los Angeles. Somente membros podem circular na academia, que fica aberta o ano inteiro, a partir das 8h, variando o encerramento das atividades entre às 17h e 19h, dependendo da estação.
Mas não só de aparência física vive Venice. A praia recebe os mais inusitados turistas e moradores, atraídos pela diversidade do local. No calçadão quase à beira-mar há um comércio recheado de restaurantes e lojinhas, que vendem desde camisetas à maconha como planta medicinal. O público frequentador lembra muito os hippies, com um estilo mais descontraído e desligado. Juntos, os amantes do fisiculturismo e os hippies fazem de Venice uma praia totalmente alternativa.


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Carona Solidária

O dia pode estar ensolarado, você com um sorriso largo no rosto, mas basta se deparar com aquele engarrafamento enorme de perder a hora, que lá vem a irritação. O bom humor e a paciência logo vão embora quando pegamos um trânsito terrível. Esse “privilégio” não existe apenas em cidades brasileiras, como Florianópolis e São Paulo, mas também em todo o mundo.
Nos Estados Unidos, uma das cidades que mais sofre com o excessivo número de automóveis em todas as horas do dia, é Los Angeles, na Califórnia. Dizem que LA possui mais carros do que habitantes – um tráfego de 12 milhões de veículos circula diariamente pelas autoestradas de lá. Um dos motivos é o fato de o transporte público da cidade ser precário e insuficiente. Assim, a população se viu obrigada a obter o próprio automóvel. O resultado são filas gigantescas na cidade que possui o maior sistema de autoestrada e vias expressas do mundo, com saídas para todos os lados.
Para quem não nasceu na Cidade dos Anjos, sem o auxílio de um navegador, como o aparelho GPS, a possibilidade de se perder é grande. Toda essa realidade rende a Los Angeles o título de cidade mais congestionada e poluída dos Estados Unidos.
Porém, uma medida adotada para tentar combater esse problema é o chamado carpool – ou, carona solidária. É quando o proprietário do carro oferece carona para dois a quatro amigos para ir ao trabalho, universidade ou algum lugar em comum. Assim, o número de carros nas estradas é menor, bem como o tamanho dos congestionamentos. Para quem opta pelo carpool, há uma faixa exclusiva destinada a esses veículos, identificada com o desenho de um losango na pista e que segue mais rápida. A vantagem, além de diminuir o forte trânsito, é a economia de combustível que cada ocupante do carro tem, podendo dividir o custo entre todos. Nos centros urbanos, o jeito é ter ideias dinâmicas que poupem tempo e dinheiro para facilitar o nosso dia-a-dia.


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O perigo que vem do céu

Uma das preocupações quando se vem visitar ou até mesmo morar nos Estados Unidos é saber se a cidade escolhida não é rota de tornados. Geralmente, esses fenômenos naturais, que podem atingir até 500 km/h, ocorrem na parte central e sul dos EUA. Eles são frequentes na primavera, justamente no período de mudanças de clima, do frio para o calor. Conforme pesquisas, os Estados Unidos recebem muitos desses fenômenos por causa da sua geografia, com uma média de 1.200 tornados por ano. Porém, segundo o Serviço de Meteorologia Nacional, 80% desses furações possuem força 0 e 1 e menos de 1% são violentos.
Este mês, os tornados atingiram o estado de Oklahoma e provocaram estragos em centenas de casas. De acordo com as notícias, em três semanas foram emitidos quatro avisos de possíveis tempestades. A mídia nacional afirma que, só em 2010, mais de 180 tornados já foram registrados nos Estados Unidos, deixando 20 mortos.
Em muitos casos, o Serviço meteorológico consegue alertar a comunidade sobre a vinda desses furacões, através dos meios de comunicação e também pelo envio de uma espécie de buzina, que soa em volume alto por toda a cidade. A medida a ser tomada nessas circunstâncias é procurar um abrigo que fique abaixo da terra, no subsolo, chamado de shelter, e aguardar até que tudo se normalize. Se não houver abrigo ou não houver tempo, o melhor esconderijo em casa ou escritório é embaixo da mesa ou no banheiro, mas sempre longe de janelas.
Para quem nunca passou por esse drama e tem curiosidade de saber o que se sente nessa situação, alguns parques temáticos, como a Universal Studios, oferecem uma simulação desse fenômeno climático. Uma atração, por exemplo, é vivenciar cenas do filme Twister, onde fortes ventos podem ser sentidos, além da formação de um tornado bem diante dos olhos.


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Museu do rabo de baleia

Não há quem não se encante com o Museu de Artes de Milwaukee. O prédio, totalmente criativo, virou a marca registrada da cidade. Todo branco, a parte de trás do museu parece um navio, já a da frente possui o formato de asas de um pássaro. Mas, dependendo do ponto de vista, pode até ser um rabo de baleia. Localizado no centro de Milwaukee e na beira do Lago Michigan, o Milwaukee Art Museum (MAM), nome em inglês, atrai muitos turistas que visitam o local.
No interior, estão mais de 25 mil obras de arte dos séculos 19 e 20. Depois da inauguração do novo pavilhão, desenvolvido pelo arquiteto Santiago Calatrava, em 2001, o museu ganhou destaque internacional. O Quadracci Pavilion recebeu o título de Melhor Design de 2001, pela revista Times. O mérito vem da Burke Brise Soleil. Trata-se de duas “asas” no topo do museu que abrem e fecham de dia e de noite, funcionando como um protetor solar móvel. Possui 72 barbatanas de aço e, quando abertas, as asas chegam a medir até 217 metros.
Aos arredores desse cartão postal há belos jardins, com chafarizes que encantam ainda mais o público. Uma pequena ponte, que lembra um mastro de um veleiro, permite a entrada no local. Nos fundos, depois do gramado, uma pista para aqueles que gostam de caminhar, correr, pedalar, andar de skate e patins, ou simplesmente passear com cachorros e ler um livro com a vista para o Lago Michigan.
As visitas no saguão principal do MAM são abertas ao público, porém, para ver as exposições e mostras especiais é necessário pagar.
Para os profissionais do ramo, o museu mescla o artesanato do antigo com a tecnologia moderna. O Milwaukee Art Museum é considerado o principal destino do estado de Wisconsin quando se trata de arte e cultura.


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Meteoro no céu de Milwaukee

Parecia cena de cinema, mas foi real. Na semana passada, um meteoro cruzou o céu do Centro-Oeste americano. Na verdade, tudo ainda está sendo pesquisado, inclusive pela Nasa. Na quarta-feira, 14 de abril, por volta das 22h, uma claridade invadiu o céu do sul de Wisconsin, incluindo a cidade de Milwaukee. Dizem que o fenômeno pôde ser visto também nos estados de Iowa, Missouri e Illinois. Seria uma chuva de meteoros chamada de Gamma Virginids, conforme os meteorologistas, e que iniciou no último 04 de abril.
Testemunhas afirmam que parecia uma bola de fogo. De acordo com a Nasa, esse meteoro media três metros de largura. Não há ocorrências de pessoas feriadas ou mesmo crateras no chão no sudoeste de Wisconsin, local em que o material teria caído – ou parte dele, segundo o Serviço Nacional de Meteorologia de Milwaukee. Especialistas comentam que esse meteoro pode ter se queimado ou mesmo se partido em vários pequenos pedaços ao chegar à Terra.
Na manhã seguinte, um agricultor que mora em Madison, capital de Wisconsin, encontrou um fragmento. A Universidade do local já está estudando o material, que pesa 7,5 gramas e mede cerca de duas polegadas. De acordo com um canal de televisão local, o fragmento é de cor cinza, vermelho e branco. Na superfície teria a composição mineral de ferro, magnésio e sílica, entre outros.
A reportagem do canal de TV ainda salienta que o acontecimento desse fenômeno atrairá caçadores de meteorito vindo tanto dos Estados Unidos quando de outros países do mundo, como Austrália e Alemanha. Os cientistas entendem que pode haver ligação entre os meteoros e a origem da vida.


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Caipirinha para americano beber

No ano passado, em um domingo de setembro, ao passear em Chicago, capital de Illinois, nos deparamos com um protesto, no Millenium Park – parque mais movimentado do centro da cidade. Nos afastamos para não nos envolvermos em uma possível confusão, mas avistamos placas com um nome familiar. Logo percebemos que se tratava de um protesto pacífico em favor de um coquetel tipicamente brasileiro: a caipirinha.
Alguns protestantes nos explicaram o motivo da passeata, que envolvia música, alegria e bom humor. “Salve a Caipirinha” é o nome da causa (em inglês, Legalize Cachaça). De acordo com eles, o nosso drink deve ser feito apenas e unicamente utilizando cachaça e não com vodka ou outra bebida. A cachaça teria, segundo os manifestantes, o poder de aguçar ainda mais o limão e outras frutas usadas na preparação da bebida – coisa que a vodka não consegue, já que, para eles, a vodka não possui gosto de nada. Eles querem tornar a caipirinha autêntica e sem nenhuma alteração.
Mas tudo isso, é claro, tem uma razão publicitária por trás. Quem levanta essa bandeira nos Estados Unidos é Steve Luttmann, fundador da cachaça da marca Leblon. Ele afirma que a cachaça deixa a caipirinha mais saborosa e pretende convencer todos sobre a ideia (e, assim, a comprar a Cachaça Leblon). Apesar do nome ser de um bairro do Rio de Janeiro, a Leblon é fabricada em Minas Gerais – mas apenas 16% da produção permanece no Brasil. De acordo com Steve, esta é a marca líder no mercado americano. Ele conta que, junto aos sócios, consegue vender, anualmente, cerca de 450 mil garrafas de Leblon em 12 países.
Nos Estados Unidos, a bebida era anteriormente conhecida como “Brazilian Rum”. Steve, conforme contam os sites, está, aos poucos, ensinado aos demais americanos o verdadeiro nome: cachaça. O pessoal por aqui está cada vez mais encantado com a mistura da bebida com o limão. Alguns americanos, ao avistar amigos brasileiros, já perguntam: “And my caipirinha?” (E a minha caipirinha?). Parece que agora, além de futebol, samba e mulatas, a caipirinha está se tornando mais uma marca forte que caracteriza o Brasil mundialmente.


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Páscoa Americana

A Páscoa é celebrada na mesma data pelos cristãos no mundo todo. Nos Estados Unidos, a comemoração é semelhante ao Brasil, porém, com menos intensidade. As decorações com o tema não são tão criativas e diversificadas e, infelizmente, não encontramos os nossos ovos de chocolate. Há, sim, ovinhos pequenos, mas não aqueles grandes, cheios de cores, embrulhos e fitas. No lugar, muitos coelhos de chocolates e aquelas balas jujubas. Aliás, dizem que o americano, somente na Páscoa, consome 16 bilhões de jujubas. Outro doce favorito são os marshmallows em forma de pintinhos. De acordo com pesquisas, depois do Halloween, é na Páscoa que acontece o segundo maior consumo de doces nos Estados Unidos.
A Páscoa americana vem junto com a primavera. Todo o significado do feriado, além do cristão, envolve também a mudança de uma época, que é o surgimento das flores, do sol e das altas temperaturas.
A comemoração mais tradicional na terra do Tio Sam é feita na Casa Branca, em Washington, DC. Na segunda-feira após a Páscoa, uma brincadeira com pais e filhos é realizada nos gramados, chamada “corrida do ovo” (no inglês, Easter Egg Roll). As crianças devem carregar um ovo em uma colher, equilibrando-a na boca. Desde 1878, a brincadeira tem um tema. Este ano é “Ready, Set, Go!” (Preparar, apontar, já!) – tudo para incentivar a campanha nacional contra a obesidade infantil e a prática de esportes. Para participar, os interessados de todo o país, através de um sorteio, retiram o ingresso gratuito com antecedência pela internet e devem passar por um sistema de segurança rigoroso. Quem quiser, pode levar para casa ovos de madeira pintados e com a assinatura do presidente e da primeira-dama. Além dessa corrida, há ainda a caça ao ovo, em que os funcionários do governo, vestidos de coelhos, e os próprios pais, escondem os ovos pelo jardim para as crianças acharem. Mais atrações como leitura, música ao vivo e culinária agitam o evento, que segue das 08h às 17h.
Para pessoas que não tiveram a oportunidade de estar na Casa Branca, resta brincar de esconder os ovinhos de Páscoa no quintal de casa ou nos parques e praças públicas.


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Ônibus para cadeirantes

A novela da Rede Globo, Viver a Vida, vem abordando um tema que está chamando a atenção: o deficiente físico, vivido pela atriz Alinne Morais, na pele de Luciana. Na semana passada, ela passou um “sufoco” para conseguir embarcar em um ônibus. A cena tentou traduzir a realidade do Brasil, onde nem todos os ônibus são adaptados para receber passageiros com necessidades especiais.
Nos Estados Unidos, pelo menos em Milwaukee, é muito comum a ida e vinda de passageiros cadeirantes. De acordo com a empresa, 100% da frota está acessível aos cadeirantes desde 2005. Diariamente esse usuário usufrui, sem grandes problemas, do transporte público daqui. As calçadas foram desenvolvidas com rampas em cada esquina, visando o livre deslocamento do cadeirante nas ruas da cidade.
Para embarcar no ônibus, próximo à direção, o motorista aciona um botão para que, rapidamente, uma rampa seja projetada para fora do ônibus, permitindo a entrada do passageiro na cadeira de rodas. Aqui existem muitas cadeiras automáticas (sem que precise usar a força das mãos para impulsionar as rodas) e isso facilita muito o trâmite.
Ao entrar no veículo, o cadeirante é auxiliado pelo motorista que, em 99% das vezes, está de bom humor ao prestar o serviço. Há um espaço reservado para ele na parte da frente do ônibus, com bancos móveis (para cima). O cadeirante trava a cadeira e, se desejar, o motorista pode auxiliar ao colocar o cinto de segurança. Vale lembrar que o sistema de transporte público daqui não possui cobrador, então, todo o trabalho é desenvolvido pelo motorista.
Na hora do desembarque, o cadeirante, que já está habituado com a situação, desprende o cinto de segurança e já ajeita o banco móvel na posição inicial para os próximos usuários. A rampa é novamente abaixada e, em questão de segundos, o deficiente físico sai tranquilamente do veículo.
Para que o cadeirante se sinta mais seguro, um site do sistema de transporte público de Milwaukee está disponível na internet, explicando, passo-a-passo, com fotos, o que um usuário de cadeira de rodas deve fazer para facilitar a utilização do ônibus, além de um número telefônico para eventuais dúvidas. Tudo para que o cadeirante sinta-se mais confortável na hora de pegar um ônibus.


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Celebridades aos nossos pés

Artista americano que se preze sonha em ver o próprio nome na Calçada da Fama, em Hollywood. O Walk Of Fame, como é originalmente chamado, localiza-se ao longo das avenidas Hollywood Boulevard e Vine Street por mais de cinco quilômetros. Ali é prestada a homenagem a todos os famosos que, de acordo com a opinião de um comitê, merecem ser imortalizados e lembrados para sempre. Cada nome está inserido em uma estrela rosada, dentro de um quadrado de mármore escuro. Mais de duas mil estrelas, além de literalmente pisadas, podem ser apreciadas livremente, 24 horas por dia. Este é um passeio obrigatório a todo turista que visita Los Angeles, na Califórnia. O local vive lotado de pessoas que caminham de um lado para outro e fotografam o dia inteiro as estrelas das celebridades preferidas.
São cinco as categorias que dividem as estrelas: televisão, cinema, música, rádio e teatro. Junto aos nomes dos famosos estão os de prefeitos locais e até dos astronautas da nave Apollo 11. Na estrela do falecido cantor Michael Jackson é comum ver flores e outros tipos de homenagens. Para este ano a promessa de mais estrelas envolve os nomes de Adam Sandler, Russell Crowe, Emma Thompson e do diretor de Avatar, James Cameron.
A maior concentração de artistas consagrados está na frente do Teatro Kodak, onde é realizada anualmente a cerimônia do Oscar. Ao lado da calçada mais famosa do mundo está o Teatro Chinês. No pátio há blocos de concreto em que algumas celebridades assinaram os nomes e colocaram os pés e as mãos para ficarem marcados no cimento. Lá, sim, é que está a elite das celebridades, já que ter o nome nas estrelas da Calçada da Fama é mais fácil que no pátio do Teatro Chinês. Entre os nomes dos artistas estão os personagens do filme Guerra nas Estrelas, incluindo os dois simpáticos robôs e até o temível Darth Vader.
Seja em qual dessas calçadas estiver caminhando, esta é uma maneira divertida dos fãs terem, de certa forma, os artistas favoritos aos seus pés.


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Presídio lendário

Mais de um milhão de turistas por ano procuram a Ilha de Alcatraz, em San Francisco, na Califórnia. O lugar carrega consigo uma história atraente: por 29 anos abrigou uma prisão de segurança máxima. Na lista de presidiários está Al Capone, que permaneceu lá por quatro anos.
O nome vem do espanhol Alcatraces - pelicanos. No início, Alcatraz era uma base militar, mas virou um presídio federal com sinônimo de impossibilidades – diziam que era raro escapar dali. Por se tratar de uma ilha, não existia nenhuma via de trânsito para fugas, apenas o gelado mar do Pacífico com as fortes correntezas.
Em 1943, o primeiro administrador, James Johnston, ditou regras rígidas ao presídio, como por exemplo: os presos tomavam banho apenas duas vezes por semana e eram proibidos até de cantar. Um relógio foi colocado nos corredores, mas permanecia parado para enlouquecer os criminosos, que não viam o tempo passar. A insatisfação e o sonho de liberdade levaram a 14 registros de fugas. Porém, os prisioneiros acabaram afogando-se ou mesmo mortos pelos policiais. Mas uma dúvida paira no ar até hoje. Três detentos fugiram em 1962; não se sabe se morreram afogados ou se chegaram em terra firme e seguiram as vidas no anonimato, como cidadãos comuns, sem levantar suspeitas.
Devido ao alto custo para manter a prisão e não apresentar mais segurança máxima, em 21 de março de 1963 Alcatraz foi desativada (ainda hoje o letreiro do cardápio com o último café-da-manhã continua no refeitório). Dizem que custava menos construir um novo presídio que bancar uma reforma na Ilha. Três anos mais tarde, 35 tribos indígenas ocuparam o local. Eles entendiam, através de um tratado, que nativos poderiam viver em terras federais em que o governo não utilizava. Mas eles foram expulsos pelo próprio governo dois anos depois.
Desde 1976, a Rocha, como é também conhecida, é considerada um patrimônio histórico. Turistas chegam até a ilha por balsas, tendo toda a paisagem de San Francisco para admirar, incluindo a Ponte Golden Gate (aquela parecida com a nossa Ponte Hercílio Luz).
As pessoas podem saber um pouco mais sobre os crimes e os detentos através de tours com áudio. O local conta com prédios bem conservados, apesar de algumas ruínas, e não possui aquele clima sombrio; muito pelo contrário – é muito interessante caminhar pelos corredores e olhar todas as celas que alojaram vários criminosos norte-americanos.
Quer ver um pouco sobre Alcatraz sem sair de casa? Dois filmes são uma boa pedida: a Fulga de Alcatraz, de 1979, com Clint Eastwood; e A Rocha, de 1996, com os atores consagrados Sean Connery e Nicolas Cage.


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Oscar

Hollywood é sinônimo de entretenimento. Localizado em Los Angeles, na Califórnia, este distrito respira cultura, quando se trata do mundo cinematográfico. É lá também que se encontra o palco da premiação máxima do cinema – o Oscar. Uma vez por ano, artistas do ramo reúnem-se para prestigiar os destaques das telonas.
O encontro é no Teatro Kodak, no Hollywood Boulevard. O interior do teatro não é aberto ao público, mas até as escadarias os admiradores da sétima arte podem subir, descer, sentar, fotografar, filmar e permanecer ali por horas, mesmo na semana do Oscar, enquanto toda a estrutura está sendo montada para a grande noite. O tapete vermelho - que as celebridades pisaram e vão pisar – é revestido por uma proteção de plástico. Assim, os anônimos sentem o gostinho de desfilar por esta passarela.
O troféu mais cobiçado pelos famosos é folheado a ouro e mede apenas 35 centímetros, com quase quatro quilos. A estatueta custa em torno de 200 dólares, mas recebê-la não tem preço.
O evento, na verdade, chama-se Prêmio da Academia. Oscar foi um apelido que permanece até hoje. Há duas versões conhecidas para a origem do nome. Uma é que Margareth Herrick, secretária executiva da Academia, achou a figura do troféu parecida com um tio dela, chamado Oscar. Um jornalista ouviu o comentário e publicou no jornal. A segunda versão é que a atriz Bette Davis fez comparações físicas ao primeiro marido, também com nome de Oscar.
O maior número de indicações entre todas as edições foi para Walt Disney, somando 64. E com 17 estatuetas, a triologia O Senhor dos Anéis tornou-se o maior ganhador do Oscar até os dias atuais.
Na semana passada foi realizada a 82ª edição do Oscar. Os artistas que levam para casa a estatueta dourada são indicados por mais de 5.800 membros da Academia, de diversas partes do mundo. Entre os membros que têm direito ao voto estão os brasileiros Bruno Barreto, Fernanda Montenegro, Fernando Meirelles e Walter Salles.


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Missa católica

Domingo é o principal dia de missa, na religião Católica. Nos Estados Unidos, a cerimônia é muito semelhante a do Brasil, com pequenos adicionais. Um silêncio total – mais que na nossa – se “ouve” ao entrar na Igreja.
As crianças são convidadas a permanecerem em uma sala separada, com a supervisão de adultos, que aproveitam para ensinar aos pequenos mais sobre a bíblia.
Ao sentar, nos bancos encontramos livros – em ótimo estado de conservação - para cantos e leituras. Estes são utilizados em todos os dias em que há missa. Ninguém leva os livros para casa, rasga ou rabisca as folhas. E há chance para isso, já que lápis estão próximos, ao lado de envelopes para donativos. Na oferta, os voluntários passam cestinhas de arame com longas hastes.
No sermão do padre, ele desde as escadas do altar e permanece junto aos fiéis. Sempre com um toque de humor, o padre conta um episódio da vida dele ou de um conhecido para reforçar a ligação entre os textos da bíblia com a nossa vida atual. Aliás, a mesa do altar é somente usada para a preparação da eucaristia. Nessa ocasião, os fiéis devem ajoelhar duas vezes. Vem o momento de receber a comunhão e praticamente todos os presentes na Igreja saem enfileirados, aguardando primeiro a retirada do banco da frente, para só depois seguir em ordem. No retorno, todos ajoelham-se em seu tempo, mas levantam-se juntos, na mesma hora.
No final da missa, com a música de encerramento, o padre e a equipe de liturgia deixam a cerimônia pelo corredor principal. Apenas quando termina essa música é que todos os fiés podem sair da Igreja.
Nos Estados Unidos, um exemplo forte da Igreja Católica é a Catedral de Saint Patrick, localizada na cidade de New York. A inspiração do estilo gótico veio da Alemanha e levou 29 anos para ser construída. E valeu a pena pela decoração dos vidrais, órgão, esculturas e altar. Pela beleza e história, a catedral atrai um número enorme de turistas e fiéis todos os dias.


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O poderoso do mundo

O homem mais poderoso do mundo – o presidente dos Estados Unidos - também tem, sim, um dia somente dele. E por que não? Esta ocasião especial é comemorada, todos os anos, na terceira segunda-feira de fevereiro. Inicialmente, a data relembrava somente George Washington – primeiro presidente dos Estados Unidos, que fazia aniversário em 22 de fevereiro.
Esse dia foi chamado de “o aniversário de Washington”, mas muitos e muitos anos após, também queriam comemorar o aniversário de outro presidente, Abraham Lincoln, que nasceu em 12 de fevereiro. O então presidente Richard Nixon, em 1971, nomeou a homenagem como sendo para todos os presidentes americanos. Mesmo assim, o Dia dos Presidentes é incorporado por apenas 12 dos 50 estados do país.
Em 2010, o Dia dos Presidentes foi celebrado no último dia 15, mas não chega a ser um feriado em que pontos comerciais, bancos, companhias e escolas não funcionam – é um ponto facultativo. As lojas aproveitam a oportunidade para lançar promoções, com vários descontos e instigar os gatos.
Além de exercitar mais ainda o consumismo no país, outra dica para este dia (ou melhor, para o final de semana prolongado – para quem não trabalha) é ir até a capital dos Estados Unidos, Washington D.C. Lá é o local em que a população mais demonstra importância à data, já que no restante do país não há grandes comemorações.
Estando em Washington D.C., nada mais certo que ver, de pertinho, a Casa Branca, onde atualmente habita o 44º presidente, Barack Obama. Uma boa oportunidade para conhecer mais sobre a política do país de maior influência no mundo e dos poderosos homens que marcaram história.


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São Valetim

Comemorar o dia dos namorados em pleno mês de fevereiro. Isso acontece todos os anos nos Estados Unidos. O Valentine’s Day, como é conhecido, é celebrado em 14 de fevereiro. Há muitas lendas sobre a origem da comemoração. A principal delas afirma que, no século III, um padre chamado Valetim, de Roma, apoiava que soldados se casassem – ideia contrária ao do imperador, já que um soldado casado preferiria ficar em casa com a família a ir à guerra. Mesmo assim, o padre casava esses soldados em segredo. Quando descoberto, Valetim foi preso e, ainda na prisão, continuava a casar os jovens. Mais uma vez descoberto, o padre foi decapitado em 14 de fevereiro. A partir daí, Valentim virou santo através da Igreja Católica. A união das pessoas virou símbolo de amor através do padre e criou-se a data para homenageá-lo.
No dia dos namorados americano, a tradição é dar presentes e cartões não só para namorados, mas também para as pessoas queridas, como amigos, colegas de trabalho e parentes. A intenção é demonstrar carinho a todas as pessoas bem quistas.
No Brasil, a data ficou para o mês de junho. Segundo pesquisas, um publicitário da década de 40 acreditava que este mês era fraco para as vendas. Depois de uma campanha comercial intensa de muitos anos, o dia dos namorados brasileiro tornou-se forte. Atualmente é considerada a terceira melhor comemoração em termos de consumo no país.
Seja no Brasil ou nos Estados Unidos, o dia dos namorados tem um ponto em comum: é celebrado em mês de frio (inverno americano e outono brasileiro). Além disso, as demonstrações de afeto também são semelhantes. O importante é saber que não precisa de uma data específica para festejar a felicidade entre amigos e amantes.


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A pontualidade americana

Em um site da internet li uma matéria sobre as reclamações do início do show da cantora Beyoncé, em Florianópolis. Nada de atrasos – ao contrário – ela estava quase que pontual, apenas por 15 minutos. Muitos espectadores acharam injusto a produção não adiar mais alguns minutos (ou até por uma hora) a entrada da cantora no palco. Mas como a maioria dos americanos, Beyoncé é pontual. Esta é uma das características que os Estados Unidos levam a sério: o relógio.
Há hora para começar e para terminar. Em vários convites de aniversário, casamentos, chá de bebê e de panela estão marcados o horário que inicia e que finaliza o evento. Não há nada de espera: eles são realmente pontuais. Os americanos são organizados e disciplinados para que o atraso não ocorra. Porém, não espere encontrar o mesmo em clínicas médicas; ser chamado pode levar mais de meia hora.
Por aqui, o brasileiro tem mesmo certa fama em não cumprir horários. Ano passado, o primeiro texto do livro do meu curso de inglês falava sobre o atraso dos estudantes brasileiros nas universidades. Isso, de acordo com o texto, já fazia parte da nossa cultura – algo super natural – e que os professores também agiam da mesma maneira. Opiniões à parte, esta é a imagem retratada do nosso país. E para falar a verdade, o brasileiro, na maioria, não chega na hora marcada.
O fato é que a pontualidade é uma virtude admirável nos Estados Unidos – algo que poderíamos seguir como exemplo.


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TV americana

No ar, mais um campeão de audiência. A frase pode parecer meio clichê, mas quando se trata de Big Brother no Brasil é a mais pura verdade. O BBB é um sucesso brasileiro que já rende 10 edições. A “receita” do programa vem da Holanda: em 1999 ocorreu a primeira transmissão do Big Brother no mundo.
Nos Estados Unidos, o reality show também existe, mas, ao contrário do que muita gente pensa, por aqui, este programa não faz mais sucesso. É muito mais provável ouvirmos falar no American Idol (no Brasil, Ídolos, transmitido pelo SBT) do que no Big Brother. Há muitos programas de reality show americano. Os de mais repercussão são com celebridades; uma artista grávida, um casal, uma atriz separada e até famílias inteiras, como foi o caso de Ozzy Osbourne e The Kardashians.
Mas, tratando-se de audiência, nada ganha das séries de televisão. Muito bem produzidas, elas conquistam fãs pelo mundo inteiro. Produções como Lost, Dexter, The Office, House, Grey’s Anatomy, 24 (24 horas), Law & Order (Lei e Ordem) podem durar anos. Há ainda as que já foram encerradas, mas que continuam na preferência dos americanos e, por isso, são reprisadas diariamente - muitas delas, mais de uma vez por dia. É o caso de Friends, Sex and the City, Everybody loves Raymond, My wife and kids e Seinfeld.
Temos por aqui também as novelas, mas não ganham tanto destaque. Já na exibição podemos notar a película diferente do que as demais transmissões da TV. Há revistas especializadas para essas novelas, mas são de tamanho pequeno. As mais populares são Days of our lives, All my children e One life to live. Isso sem falar de programas que envolvem reforma na casa e no visual. De fato, televisão para todos os gostos é o que não falta por aqui.


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Dia da Torta

No país onde comer é um dos hábitos em demasia mais importante, é claro que certas comidas ganham um dia especial. Este mês tivemos o Dia Nacional da Torta, que foi comemorado nos Estados Unidos no último 23 de janeiro. Uma possível justificativa seria que, a torta, por ser doce, é uma aliada para se aquecer neste inverno congelante. Nesta data é sugerido que, claro, se coma muita torta; seja comprada ou feita em casa, o importante é comê-la. Da mesma forma, compartilhar um pedaço, ensinar a fazê-la, elaborar brincadeiras infantis com as tortas ou doar a uma instituição de caridade também são ações levadas em consideração.
Mais que em qualquer outro dia do ano, uma diversidade de receitas são divulgadas em todas as mídias – jornais, revistas, internet, televisão.
De acordo com um jornal da Flórida, 186 milhões de tortas são vendidas nos Estados Unidos todos os anos, gerando um rendimento de 700 milhões de dólares. Eles afirmam que, se todas essas tortas fossem enfileiradas lado a lado, daria para fazer um círculo ao redor da Terra. E mais: 90% dos americanos admitem que um simples pedaço de torta é um dos melhores prazeres da vida e 20% deles conseguem devorá-la inteira.
A favorita para 36 milhões de americanos é a torta de maçã. E um dado curioso: seis milhões de homens nos Estados Unidos, entre 35 e 54 anos de idade, comem o último pedaço da torta, mesmo tendo negado anteriormente.
Depois de ter conhecimento desses números, a gente realmente acredita que a torta já faz parte do dia-a-dia e da cultura do país. Nada mais justo para a sobremesa considerada a mais tradicional dos Estados Unidos.


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Martin Luther King

Quem nunca ouviu a frase “I have a dream” (Eu tenho um sonho)? O autor desta citação é Martin Luther King, grande revolucionário americano. Ele é um ícone quando se trata da luta pelos direitos humanos nos Estados Unidos.
Tamanha importância, Luther King ganhou um dia especial só dele. Na terceira segunda-feira de janeiro os americanos relembram o maior líder negro do país, que fazia aniversário no primeiro mês do ano. A data tornou-se um ponto facultativo por aqui desde 1986.
A história desta figura humanitária foi a base de protestos a favor de uma vida mais digna, especialmente aos negros. Em 1963 ele realizou uma marcha à capital Washington D.C., onde fez o famoso discurso “I have a dream” – que falava sobre a igualdade entre todos os americanos. Mais de 250 mil pessoas estavam presentes.
Tanta vontade de fazer a diferença e lutar por uma boa causa lhe rendeu o título de homem do ano em 1963 e, um ano depois, recebeu o Prêmio Nobel da Paz. Por outro lado houve consequências. Luther King também era odiado. Ele foi alvo de agressões e até esteve presos algumas vezes. Em 04 de abril de 1968 foi assassinado na cidade de Memphis, quando preparava-se para mais uma marcha.
A luta por uma sociedade mais justa ainda se reflete atualmente. Há quem diga que o presidente Barack Obama é um novo Martin Luther King. Mas o otimismo vai além dos representantes do povo; está em pessoas ativas, em outras tímidas, mas cada um tem um pouco deste revolucionário dentro de si. Apesar de cada tropeço e barreira, todos temos um sonho de dias melhores no mundo, no nosso país, na nossa cidade, na nossa vida. Como diria Luther King: “(...) Embora nos deparemos com as dificuldades de hoje e de amanhã, eu ainda tenho um sonho (...)”.


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A cidade do Lago Salgado

Considerado um dos lagos mais salgados do mundo, o Great Salt Lake (Grande Lago Salgado) chega a ser até oito vezes mais salgado que os oceanos - dizem que esse é o segundo lago mais salgado do Ocidente e o maior dos Estados Unidos.
Com 150 quilômetros de comprimento e 80 de largura, o famoso lago está abrigado em Salt Lake City. A cidade é a capital de Utah e também a mais populosa desse estado. Ela recebeu este nome justamente por causa do lago. Salt Lake City está situada no noroeste dos Estados Unidos.
Na cidade fica a sede da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Isso porque Salt Lake City foi fundada por um grupo de mórmons, onde 78% da população local segue esta religião. Talvez por esse motivo seja difícil de encontrar bebida alcóolica nos supermercados – para comprar, só mesmo em lojas especializadas.
Mas o ponto forte de Salt Lake City é esquiar. Tanto que em 2002 foi palco das Olimpíadas de Inverno e já pensa repetir a dose em 2018. Na temporada das baixas temperaturas, quando a neve é intensa, a cidade é muito procurada por aqueles que querem se aventurar e deslizar nas montanhas geladas. Diversos resorts estão à disposição dos moradores e turistas, como o Snowbird e Brighton, que, de carro, ficam cerca de 40 minutos da região central. No caminho, um cenário espetacular onde se fundem o céu azul, as árvores e a neve nas montanhas.
Salt Lake City andou despertando a atenção do autor de O Código DaVinci, Dan Brown. Ele esteve por lá há quatro anos fazendo uma pesquisa para a próxima obra, que incluia assuntos sobre mórmons e Maçonaria. Outros entretenimentos podem ser destacados, como o maior festival de cinema independente do país, o Sundance Film Festival. Salt Lake City é uma cidade charmosa que tem muito a oferecer, tanto para quem mora, quanto para quem visita.


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Atividades de Inverno

Não tem mais jeito; o Inverno chegou no Hemisfério Norte. Já que não há como escapar, a intenção é desfrutar e tirar proveito do que a neve e o frio podem oferecer.
Em Milwaukee, um programa chamado “Winter Wonderland” indica os melhores entretenimentos para esta época do ano. No centro da cidade há uma pista de patinação ao ar livre. Quem não tiver o próprio patins pode alugar o par por seis dólares. Para se aquecer depois, a famosa Starbucks (uma cafeteria) está localizada bem ao fundo. Ainda ao ar livre, quem tiver um trenó ou algo semelhante, ou quiser alugar um, pode aventurar-se a escorregar em uma coluna com bastante neve.
E, é claro, o esporte predileto da temporada é o esqui e o snowboarding. Para quem nunca esquiou, não há o que temer; instrutores estão à disposição nas estações de esqui, bem como todos os equipamentos para o aluguel. Com roupas aquecidas e impermeáveis a diversão está garantida o dia inteiro.
Mas se o hobby favorito for a pesca, não será o Inverno a interromper esta atividade. Há parques espalhados pelo estado de Wisconsin que oferecem a prática. Basta que o gelo tenha seis centímetros de espessura para que se pesque em segurança.
Agora, se o programa é não entrar em contato com o gelo e a neve, um simples passeio pelo centro de Milwaukee para ver as decorações de Natal é uma boa pedida. Muitos moradores enfeitam as casas com cores e luzes, além das vitrines das lojas capricharem também. De quinta-feira a domingo, um ônibus, nomeado “Jingle”, oferece uma volta noturna pela cidade por apenas um dólar.
E, caso vier uma nevasca, o jeito é ficar em casa; quem sabe ao redor da lareira com a família e amigos degustando um bom vinho com fondue, assistindo a um filme, jogando cartas ou o video-game Wii. O detalhe é que são cinco meses de frio! Então haja criatividade para transformar tantos dias e noites de Inverno em calorosos entretenimentos.


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A facilidade do reembolso

Estamos na época de maior consumo do ano, já que as compras de presentes para o Natal vão a todo vapor. No Brasil é comum trocar as mercadorias caso haja algum dano ou insatisfação e, em alguns casos, é necessária a justificativa.
Nos Estados Unidos a lei favorece mais ainda o consumidor. Além da troca de mercadoria, o cliente pode solicitar o “refund”, ou seja, o reembolso. O prazo para devolver um ou mais produtos e pegar o dinheiro de volta gira em torno de 30 a 90 dias; tudo varia de loja para loja. Mas todas exigem a etiqueta junto à mercadoria e a nota fiscal, porém, a loja não questiona o porquê da volta do produto.
Há casos onde a troca ou devolução não é aceita. É o que ocorre com acessórios como brincos, anéis, colares e pulseiras. Outro: enfeites de natal não podem ser retornados às lojas após 24 de dezembro – ficaria muito fácil montar uma árvore repleta de enfeites e devolver tudo no dia seguinte.
Engana-se quem pensa que os americanos não tentam tirar proveito da situação. Há histórias de pessoas que usam roupas, calçados e acessórios adquiridos no final de semana e devolvem à loja na segunda-feira, como se estivem novos. Uma amiga, que trabalhou em uma famosa rede de farmácias dos Estados Unidos, conta que uma senhora tentou devolver um creme estético de 10 dólares. Mas o final não foi feliz para a então falsa consumidora; o produto não era vendido na farmácia há sete anos.
O interessante nisto tudo é que, se comprarmos uma camiseta e, na loja ao lado, a mesma camiseta, com a mesma cor, tamanho e marca, estiver mais barata, o consumidor tem a chance de se arrepender: basta retornar à loja naquele exato instante e pegar o dinheiro de volta.
Por aqui, onde respirar é consumir, fica ainda mais fácil gastar dinheiro. Então, boas compras!


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Árvore de Natal

Cheia de luz e de enfeites, presença imponente, a árvore de natal é, sem dúvida, figura fundamental para o Natal. Nos Estados Unidos, o programa familiar preferido no mês de dezembro é sair e comprar uma árvore natural; quanto maior, melhor. E nada de artificial; a intenção é que o perfume do tronco e das folhas se exale pela casa. Pais e filhos montam juntos todas as peças e luminárias, como uma tradição.
Mas a árvore mais importante dessa época do ano é a do Rockefeller Center, em New York City. Pela 77° vez, ela foi iluminada e apresentada oficialmente ao público em 02 de dezembro e permanecerá assim até início de janeiro. O evento, claro, foi transmitido ao vivo pela televisão, com a presença de artistas famosos e muita música.
Com 90 metros de altura e 75 de largura, é impossível não notar e não se encantar. Dizem que esta é a maior árvore de natal natural do mundo. Foram utilizados mais de cinco mil quilômetros de luzes na decoração. Diariamente, ela é iluminada a partir das 17h30min e segue até às 23h30min. Mas no dia de natal permanece acessa por todas as horas. No topo, uma estrela que pesa quase 250 quilos e possui três metros de diâmetro.
Se der sorte é possível assistir, em um prédio na rua em frente ao Rockefeller, um show de luzes e som, que contagia e para todos os que estão ao redor. No corredor que dá acesso superior à árvore, a decoração principal fica por conta de anjos brancos com cornetas. Logo abaixo está a pista de patinação, sempre cheia de turistas e moradores, vigiada por Prometheus, uma escultura dourada.
Todos esses elementos formam um espetáculo bonito de se ver e transforma a atmosfera ainda mais colorida para o espírito de natal.


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Pré-Natal

Uma espécie de pré-natal. Podemos explicar assim o Thanksgiving – Dia de Ação de Graças. A cada ano, na última quinta-feira de novembro, os americanos dedicam o dia para agradecer todos os benefícios recebidos na vida. Pelo menos este seria o objetivo.
Se não fossem a ausência das músicas típicas e as trocas de presentes, seria um verdadeiro natal. Desde cedo, as famílias se encontram para um grandioso jantar, que tem como prato principal o peru. No ano de 2007, o Censo dos Estados Unidos indicou que o americano consumiu 46 milhões da ave somente no feriado.
Enquanto adultos ficam na cozinha preparando as gulosemas, as crianças correm pela casa. Outros assistem pela televisão ao desfile de Thanksgiving, promovido pela rede de departamento Macy’s, em Manhattan, na cidade de New York. Desde 1924 a parada é realizada e já virou tradição. Anualmente atrai três milhões de pessoas, de acordo com dados, e os que acompanham o desfile pela TV somam 44 milhões. Este ano, além das bandas musicais, artistas como Cindy Lauper, Ziggy Marley e Andrea Bocelli estiveram por lá. O evento, que dura três horas, ainda tem o charme dos enormes balões infláveis, entre eles, o Homem-Aranha, Bob Esponja, Mickey e Caco, dos Muppets Babies.
No dia seguinte vem a “Sexta-Feira Preta” – chamada de Black Friday, onde muitas lojas anunciam promoções e os consumidores fazem filas durante a madrugada para garantir o seu produto.
Mas há quem aproveite a data para viajar, já que o feriado engloba quatro dias. Daí é só aguardar, daqui a um mês, a época do ano que mais encanta os americanos. Depois esta prévia que foi o Thanksgiving, eles já estão contando os dias para o Natal.


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Clima de natal

Tudo pronto para mais um Natal no país do consumismo. Lojas decoradas há semanas, músicas natalinas nas rádios FM, artigos de decoração dos mais variados gostos e preços... e, para completar, é claro, não poderia faltar o desfile de abertura de Natal.
Em Milwaukee foi a 83° parada anual. Bem diferente do ano passado, quando os termômetros marcaram menos 2°C, neste último sábado o sol brilhava no céu azul de outono, com temperatura de 12°C. Os nativos estavam adorando todo esse “calor” fora de época; clima perfeito para prestigiar uma hora e meia de desfile. Esta apresentação conta com aqueles balões grandes, com imagens natalinas e desenhos animados.
As ruas fechadas ao trânsito serviram de passarela para as bandas de fanfarra, motociclistas da Harley-Davidson, polícia e bombeiros, mascotes esportivos, profissionais da comunicação e políticos em carros conversíveis, personagens infantis como Mickey e Minnie e O Mágico de Oz, e até José e Maria e os três reis magos montados em camelos.
Mas o espaço também serviu para auto-propaganda. Redes de supermercados e marcas de comidas que fizeram campanha para arrecadar alimentos às famílias carentes também estiveram na parada, com caminhões, carrinhos de supermercado e até um carro no formato de cachorro-quente.
Embalados pelas músicas de natal, os vendedores ambulantes também garantiram o ganha-pão, com venda de produtos ou fazendo pinturas nas crianças. Eram essas, as crianças, a maioria do público. Mas tanto altinhos quanto baixinhos aguardavam ansiosamente o símbolo do Natal – o Papai Noel.
É nessa época do ano que todos - ricos, pobres, orientais, ocidentais, brancos, negros e amarelos - se permitem voltar à infância e reviver doces sonhos. Mesmo no feriado mais caro do ano, a emoção e a fantasia são de graça. Pelo menos por enquanto.


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Veteranos das guerras

Para os Estados Unidos da América homenagear aqueles que foram para as guerras é quase que respirar. O calendário americano é recheado de comemorações envolvendo este tema. Neste mês foi a vez do Veteran’s Day – Dia dos Veteranos, em 11 de novembro. Este dia é marcado para relembrar homens e mulheres, vivos ou mortos, que defenderam a liberdade do país em várias batalhas.
Inicialmente, a data era voltada apenas aos militares que lutaram pela Primeira Guerra Mundial, mas, posteriormente, concluíram que era justo incluir na homenagem todos os que serviram às Forças Armadas Americanas pela pátria. Desde 1938, o Veteran’s Day tornou-se um feriado nacional, mas com a vida comercial, empresarial e escolar funcionando normalmente.
Em Milwaukee, o desfile ocorreu um sábado anterior, com um público pequeno, tímido nas palmas, mas com a bandeira americana nas mãos. Na frente do prédio do Centro de Memória da Guerra, um palanque, com militares ditando um belo discurso, enquanto carros tomavam conta do passeio cívico, levando senhores e senhoras de idade, mas com muita história para contar.
O assunto parece familiar? Há meses tivemos o Memorial Day que, basicamente, tem o mesmo propósito. E as homenagens não param por aí. Pelo país, monumentos são construídos para ficar permanentemente a lembrança de alguém que, um dia, deu a vida pelos Estados Unidos – pelo menos é assim que os americanos pensam; quando se fala em guerra, o povo daqui transpira orgulho.


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A sétima arte

Ir ao cinema para mim, pelo menos até 2007 em Florianópolis, era sinônimo de filas, chegada bem antecipada, compra de ingresso dias antes e, enfrentar uma estréia famosa, nem pensar. Mas nos Estados Unidos o cenário é um pouco diferente. Além de poltronas elevadas para que ninguém fique na frente de ninguém, há inúmeras salas espaçosas e confortáveis. Talvez seja este um dos motivos das sessões não estarem lotadas – nunca presenciei aquele “tumulto” para ver um filme, nem mesmo nas aguardadas estréias. Confesso que isso tira um pouco do glamour de ir ao cinema, já que as salas parecem estar vazias, justamente porque há muitas opções de horários e salas disponíveis.
Outro motivo, talvez, seria a quantidade de filmes que estréiam. São muitos que nem conseguimos memorizar a data de todos ou até mesmo o título. Há filmes que são divulgados vários meses antes do lançamento. Um exemplo é “Wall-E” - aquela animação do robozinho que ajuda a recriar o mundo. No segundo semestre de 2007 havia cartazes para todos os lados e muita propaganda na mídia. De fato, o filme só estreou no meio de 2008 – ou seja, mais de meio ano de divulgação.
E como estamos citando quantidade, o que dizer dos trailers?! Simplesmente ocupam os primeiros 30 minutos (ou quase isso) de exibição nas telonas para divulgar produções que entrarão brevemente em cartaz. Dá até para esquecer o real motivo da ida ao cinema: ver o filme.
E, como era de se esperar, os filmes têm uma ótima qualidade de áudio e vídeo. Por aqui ainda temos o IMAX, com uma tela padrão medindo 22m de largura e 16,1m de altura, que agrada todos os cinéfilos de carteirinha. Juntando com o saco de pipoca e copo de refrigerante enormes (sem exagero, nossa pipoca grande no Brasil é a média daqui), os amantes americanos da sétima arte têm bons motivos para ir ao cinema com frequência e fazer deste um de seus programas favoritos; o sucesso de Hollywood está aí para comprovar – nacionalmente e mundialmente.


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Mais um Halloween

Mais um Halloween nos Estados Unidos da América. Essa parece ser a comemoração mais esperada na terra do Tio Sam. Afinal, é o dia (e a noite) em que se pode brincar de ser outra pessoa e deixar de lado a seriedade que faz parte da personalidade dos americanos.
Porém, os pais ainda são cautelosos em relação ao trick-or-treat – o chamado “doce ou travessura”, quando as crianças vão de porta em porta tocar a campainha à procura de chocolates e balas. Se os adultos responderem travessura, os pequenos fazem alguma arte, como colocar máscaras assustadoras ou atirar papel molhado na casa. Se o adulto responder doce, as crianças ganham guloseimas. E é aí que entra a preocupação dos pais. Uma professora na sala de aula alertou para que as crianças só consumissem os doces em casa, na presença dos pais. Isso é válido para evitar alguma contaminação suspeita nas balas e chocolates, como drogas, por exemplo.
Mas mesmo assim, o dia 31 de outubro não perde o encanto. Nem para os adultos. Muitos deles decoram as casas semanas antes do Halloween, com abóboras de todos os tamanhos. Na mídia, seja televisão, jornal, revista, rádio ou internet, o assunto principal é o mesmo: o Halloween. Nas lojas, as fantasias ganham espaço especial e, com a proximidade da data, as promoções ficam a todo vapor. O resultado são prateleiras vazias – todo mundo já correu para pegar a sua. E as decorações em grande estilo estão reservadas para a noite da festa, para receber os amigos. Os convidados, por sua vez, dão um show à parte no quesito criatividade e parecem encarnar o personagem da fantasia.
Horas e horas gastas para decorar a casa, ir atrás do figurino mais ousado e original, se produzir. Mas para o americano vale a pena, nem que seja apenas por uma noite; tudo em nome da diversão.


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A conquista ao Oeste

Sabe aqueles filmes americanos de faroeste, com caravanas e índios? Pode parecer ficção, mas muitas das cenas foram inspiradas na colonização do Oeste dos Estados Unidos. Uma história verdadeira, que teve o ponto de partida em Saint Louis – cidade localizada na região central do país, no estado de Missouri. Nela está o grande símbolo da expansão do oeste: O Arco do Desbravador (Gateway Arch), feito de concreto e aço e que mede quase 200 metros de altura, o equivalente a um prédio de 65 andares. Ele supera os tamanhos da Estátua da Liberdade e do Monumento de Washington.
Olhando para as fotos é difícil acreditar como o homem foi capaz de criar, em segurança, uma construção daquele tamanho, em 1965. Máquinas eram levadas ao topo para completar a obra do arquiteto Eero Saarinen. O objetivo era homenagear todos aqueles que lutaram para conquistar novas terras e demarcar que ali foi a porta de entrada para o oeste.
Hoje, o maior ponto turístico de St. Louis recebe milhões de visitantantes anualmente, que vão em busca das alturas. Em uma pequena cabine de seis lugares, chega-se ao topo em quatro minutos. De lá, a panorâmica da cidade é incrível. Das pequenas janelas do arco visualizamos o Rio Mississipi, o tribunal antigo que virou museu, o estádio de baseball do Cardinals – time de St Louis, e o estado vizinho, Illinois – até onde a vista alcança.
Ainda dentro do arco, mas no subsolo, um museu conta um pouco mais sobre a expansão ao oeste americano. Se der sorte, ainda pode-se pegar autógrafos dos engenheiros da obra; todos idosos, porém com muita história para contar.
Mas as atrações em Saint Louis não param por aí. Além do Rio Mississipi e da antiga estação de trem (que já foi a maior do país), transformada em um centro de compras, a cidade possui um dos maiores parques florestais do país - o Forest Park. Há ainda museus, igrejas, shoppings, bons restaurantes, bares de blues, cassinos e até uma mini-calçada da fama, com direito à estrela de Tina Tuner. Nada mal para uma cidade que começou com a personalidade de faroestes.


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Consumo de bebidas alcoólicas

Uma das diversas diferenças entre Brasil e Estados Unidos está no consumo de álcool. Por lei, homens e mulheres só podem beber a partir dos 21 anos. E um documento de identificação para checar a idade é sempre solicitado. Se a intenção é ir ao supermercado para comprar bebidas alcoólicas, é melhor chegar antes das nove horas da noite. Caso contrário, se passar cinco minutos e, mesmo se estiver no caixa, pronto para pagar, a devolução da mercadoria é obrigatória: você não pode comprar depois desse horário.
Se você não chegou atrasado ao supermercado e conseguiu levar para casa ou para festa vinho, cerveja, vodka, ou qualquer outro tipo, é melhor carregar os engradados na rua com sacolas. Mas não de plástico, que é transparente; tem de ser de papel (desses como saco de pão). Ou então a polícia tem todo o direito de lhe aplicar uma multa. E os policiais também podem fazer o mesmo se alguém estiver ingerindo álcool dirigindo ou andando pelas ruas.
Um amigo, este ano, levou uma multa por consumir uma cerveja na praia da Califórnia. Ele esqueceu que a única forma de beber na praia é envolver a latinha de cerveja em uma capa térmica – teoricamente, não revela que se trata de uma cerveja, mas, na prática, todos sabem que é um conteúdo alcoólico – algo meio contraditório.
Por falar nisso, outra ocasião do “não pode, mas pode” é que um menor de 21 anos consegue entrar em alguns bares e pedir uma bebida alcoólica, sem apresentar a identidade, antes das 21 horas – no chamado Happy Hour. Meio estranho, né?!
Para terminar, duas observações: a primeira é que o americano não se importa em consumir cerveja e chopp quentes. E a segunda é que encontrei por aqui a “prima mexicana” da cerveja que temos no Brasil – a Bohemia. Mas, claro, a nossa tem um sabor bem mais atrativo.


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Descobrimento da América

Enquanto no Brasil comemorou-se o Dia das Crianças e de Nossa Senhora Aparecida na última segunda-feira, nos Estados Unidos os atos festivos voltaram-se ao Columbus Day. A data retrata a chegada de Cristóvão Colombo à América. O fato ocorreu em 1492, quando Colombo – originalmente Christopher Columbus - saiu em expedição à Índia, mas encontrou o território americano.
Porém, a primeira celebração nos Estados Unidos aconteceu somente 300 anos depois, em 1792, na cidade de Nova York. Em 1934 virou feriado nacional e desde 1971 a data é festejada toda segunda segunda-feira de outubro; por coincidência, no mesmo dia de Ação de Graças do país vizinho, o Canadá.
Mas o descobrimento da América não é marcado com um notório feriado em todo o país. Em muitos estados, comércio e escolas funcionam, porém, alguns setores públicos fecham. No estado de Minessota, por exemplo, a data nem é comemorada. Em Milwaukee, a vida seguiu normalmente como uma segunda-feira de outono comum (e já muito fria, diga-se de passagem, com os termômetros chegando na máxima de 9ºC).
Mas em outras localidades, o Columbus Day é muito bem lembrado e com clima de feriado. Bancos, correios e escolas, em sua maioria, ficam fechados, como na capital Washington, Chicago e Nova York. E é lá, em Nova York, que acontece o grande desfile cívico, tudo muito bem organizado, reunindo cerca de 30 mil pessoas, ao longo da 5ª Avenida.
Merecedor de tamanha comemoração ou não, o fato é que os americanos relembram com consideração o dia do descobrimento da América, afinal, os Estados Unidos são, atualmente, a maior potência do mundo.


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Preferência nacional

Nos arranha-céus tremula a bandeira dos Estados Unidos, exibindo uma imponente presença. Mas embaixo, bem lá embaixo, estão os pés das americanas. E, falando de forma generalizada, sem nenhuma imponência. Eu diria até sem elegância. Seja inverno ou verão, a moda dos calçados femininos por aqui é simples: baixo, sem salto, tênis, chinelo de dedo e nada combinando com a roupa. Mas claro, com exceções; há quem goste de um salto alto para ir trabalhar, uma sandália bonita para sair à noite, mas sem grandes quantidades.
Mês passado, o Jornal Hoje exibiu uma matéria falando sobre o comportamento das brasileiras em relação ao calçado. O primeiro requisito na pesquisa realizada mostrou que para as mulheres do Brasil, antes de tudo, o calçado tem que ser bonito. O conforto só foi lembrado bem depois e ficou em quarto lugar na opinião das brasileiras.
No mesmo dia, por coincidência, assisti a um programa de TV dos Estados Unidos chamado “O que não vestir”. Os apresentadores sugeriram que uma americana usasse uma sandália de classe e salto alto. A reação dela foi imediata: “E o conforto? Esse calçado não é confortável, não vou usar”. E assim pensam a maior parte das mulheres da América. Isto pode ser comprovado em uma simples ida a shoppings, feiras ou em passeios por parques e ruas, quando avistamos muitas delas usando calçados sem graça. Nas lojas daqui é difícil encontrar algum sapato, bota ou sandália que se assemelhe com os calçados brasileiros, em termos de criatividade e beleza.
Bem diferente do Brasil, a preferência nacional por aqui, pelo menos quando o assunto é calçado feminino, não tem nada a ver em estar por cima, nas alturas, ou, simplificando, nada a ver com o salto alto.


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Corrida contra o câncer

Uma grande onda formada por braços humanos deu início à 11ª Maratona da Cura pelo Câncer de Mama, em Milwaukee, a chamada Susan G. Komen Race for the Cure. Esta instituição é de âmbito mundial e tem a intenção de arrecadar fundos para a luta contra a doença.
Em Milwaukee, o evento reuniu quase 13 mil pessoas na manhã do primeiro domingo de outono. Desse número, um recorde de participantes: mil eram mulheres que venceram a batalha contra esse tipo de câncer.
Aos arredores da cidade, a cor rosa simbolizava a causa – desde balões e faixas até o chafariz que jorrava água rosada. Homens e mulheres percorreram cinco quilômetros sob um sol brilhante e uma temperatura agradável. Os participantes pagaram uma taxa para correr e ganharam, além do número de inscrição, uma camiseta com o tema da corrida. Ao total, o evento em Milwaukee arrecadou quase um milhão de dólares. A meta era atingir U$ 25 mil a mais, porém, de acordo com os organizadores, o valor não foi superado por causa da crise econômica.
E a corrida do ano que vem nos Estados Unidos já está com inscrições abertas. Em cada cidade, uma data diferente. Enquanto isso, voluntários em trabalhar pela causa são bem vindos e quem quiser pode fazer doações através do site o ano inteiro.
Nos EUA, uma em cada oito mulheres são diagnosticadas com o câncer de mama. Sem necessariamente participar de maratonas, as sobreviventes dessa doença podem se considerar vencedoras na corrida pela vida, com direito a troféu e ao primeiro lugar no pódio.


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Campanha contra a gripe simples

Já é outono nos Estados Unidos – uma época de temperaturas um pouco mais baixas e que reforça a vinda de doenças respiratórias. Pensando nisso, no mesmo dia em que começou a nova estação, o prefeito de Milwaukee, Tom Barret, em parceira com o Comissário de Saúde, Bevan Baker, lançou a campanha de vacinação contra a gripe simples na cidade. No programa de sensibilização estão propagandas em ônibus, outdoors e cartazes nas escolas, além do apoio do time de baseball, Milwaukee Brewers, e de basquete, Milwaukee Bucks.
Para o Comissário de Saúde, "a campanha deste ano é especialmente importante porque vem em um momento em que o mundo tem aumentado a consciência da necessidade de vacinação contra a gripe para garantir a prevenção de doenças e enfermidades na comunidade”. É exatamente nisso que a população está pensando, já que desde abril deste ano, o mundo está convivendo com o vírus H1N1. Os americanos estão mais preocupados do que nunca na busca da imunidade contra a nova gripe. Tomar uma dose para se proteger da gripe simples pode ser um reforço para evitar a gripe A.
No lançamento da campanha em Milwaukee, a Secretaria de Saúde disponibilizou dezenas de vacinas gratuitas da gripe simples para os cidadãos. Mas centenas não receberam a dose. A quantidade de pessoas que estava interessada na vacina assustou a equipe médica do local. Uma enfermeira, que trabalha há seis anos na área, disse que nunca havia visto uma procura tão grande pela vacina, ao ponto de se formarem filas.
É bom lembrar que, quem toma a dose contra a gripe simples, não está imunizado contra a gripe A. Estima-se que a vacina para o vírus H1N1 chegue aos Estados Unidos no mês que vem, mas ainda há dúvidas. Outro ponto é saber que a gripe simples também mata. Por ano, 200 mil pessoas são hospitalizadas com a doença em território americano e 36 mil morrem. As principais vítimas têm mais de 65 anos.


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O aborto nos Estados Unidos

A partir dos anos 70, o aborto foi considerado legal nos Estados Unidos. O atual presidente, Barack Obama, diz apoiar a mulher no direito de abortar. Desde a candidatura, Obama vem enfrentando parte da população e a igreja católica, que são contra à prática abortiva. Com o projeto de reforma do plano de saúde, o presidente foi acusado de financiar o aborto utilizando dinheiro dos contribuintes. Em defesa, Obama afirmou que ''nenhum dólar federal será usado para financiar abortos''.
Para o presidente do Comitê de Atividades Pró-vida da Conferência dos Bispos Católicos dos Estados Unidos e arcebispo de Filadélfia, cardeal Justin Rigali, “muitos americanos não querem o direito ao aborto em seu plano de saúde e muitos o consideram o plano ‘pró-vida’".
Mas o Departamento da Secretaria de Saúde dos EUA alerta que o movimento nas clínicas de aborto quadruplicou no último ano. A justificativa seria a crise econômica que atravessa o país. Uma pesquisa realizada em 2000 indica que mais de 1,3 milhões de americanas abortaram naquele ano, com uma média de aproximadamente 3.700 abortos por dia. A maioria, 52%, tinha menos de 25 anos – dentro dessa estatística, 20% eram adolescente. O estudo aponta ainda que quase 65% das mulheres que abortam nunca se casaram e que a gravidez indesejada seria o principal motivo para 93% das entrevistadas.
Enquanto segue o impasse do aborto no plano de saúde, entre contradições da população, igreja, governo e pesquisas sobre o assunto, a polêmica ainda está no ar e na boca do povo. Semana passada, nas ruas de Milwaukee, havia manifestações e protestos de quem não aceita o aborto – uma maneira pacífica de mover uma boa causa e protestar a favor da vida.


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Dia do Trabalho

O Dia Internacional do Trabalho é comemorado em 01 de maio, certo? Certo, mas não nos Estados Unidos. Aqui este feriado é na primeira segunda-feira de setembro. De acordo com explicações de professores e textos sobre o assunto, os americanos decidiram escolher o feriado entre o Dia da Independência – 04 de julho, e o Dia de Ação de Graças – última quinta-feira de novembro. A data é dedicada ao feito econômico e social dos trabalhadores americanos, para que eles sintam-se mais resistentes e tenham mais bem-estar e sucesso.
O Labor Day, como é originalmente chamado, teve o primeiro desfile em 05 de setembro de 1882, na cidade de Nova York. Mas somente em 1894 que o Congresso votou para tornar-se um feriado e foi assinado pelo então presidente, Stephen Grover Cleveland. Na época, os trabalhadores pediam pela jornada de oito horas de trabalho. Após o desfile, todos seguiam às áreas verdes para fazer piqueniques, geralmente com sopa irlandesa, pão de casa e torta de maçã. O dia era encerrado com queimas de fogos.
Atualmente, não há mais tantas comemorações explícitas, mas o desfile ainda continua, afinal, sempre há insatisfações na área do trabalho e reivindicações a protestar. Em Milwaukee, o desfile seguiu com uma hora de duração, com produções criativas. O que me surpreendeu foi ver algumas pessoas consumindo latinhas de cerveja enquanto desfilavam, já que nos Estados Unidos é proibido beber nas ruas.
Muitos americanos consideram este feriado como o encerramento do verão, pois o outono está chegando no fim do mês. Quem aproveitou o feriado ao ar livre fez uma ótima opção, caso contrário, só ano que vem.


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Esquilo Norte-Americano

Enquanto no Brasil frequentemente nos deparamos com cachorros abandonados nas ruas, nos Estados Unidos é comum encontramos, em uma simples caminhada, um bichinho que arranca sorrisos de 10 entre 10 pessoas: o esquilo.
O esquilo norte-americano tem o pelo acinzentado ou castanho-avermelhado e, com a calda peluda medindo entre sete centímetros e meio a dez, o seu tamanho total pode chegar até 30 centímetros de comprimento. A alimentação baseia-se em nozes, fungos, insetos e ovos de aves.
Como há muitos parques na maioria das cidades americanas, este mamífero sente-se à vontade em permanecer mesmo em uma região urbana, desde que haja árvores para fixar a sua morada. É quase impossível não parar para admirar a capacidade que o animal possui de saltar de galhos em galhos, com uma tremenda agilidade e audácia (além de serem encantadores).
Ao contrário do cachorro, o esquilo não morde e não persegue o ser humano, e sim, foge dele. Mas é facilmente conquistado se lhe é oferecido algum tipo de alimento que lhe agrade. No Central Park, em Nova York, por exemplo, é rotineiro presenciar cenas em que os turistas tentam atrair os bichinhos com pedaços de bolacha salgada ou pão.
Aqui em Milwaukee, mesmo ao lado de prédios comerciais ou residências, os esquilos costumam dar “suas voltas” pelas calçadas e árvores, na maior tranquilidade, enquanto o trânsito de veículos flui – o que parece não assustar mais o mamífero, que já se adaptou à vida agitada da cidade.
No mês passado, um esquilo virou notícia na internet. Um casal de americanos, de férias no Canadá, programou o flash automático e o bichinho acabou se intrometendo na frente da máquina, surpreendendo o casal, que postou a fotografia na web. O fato agradou a todos, afinal, quem não gostaria de ver um esquilo curioso em seu álbum de viagem?!


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Museu de Arte Metropolitan

Imagine ter uma aula de história dos séculos passados e ainda assim não ser chato; ao contrário, é atrativo e divertido. Estou falando do Museu de Arte Metropolitan, localizado na cidade de Nova York, junto ao Central Park. Este é um dos maiores e mais importantes museus do mundo, que reúne mais de dois milhões de obras de arte, em cinco mil anos de história da civilização. Estes números são superados apenas pelos visitantes: cinco milhões por ano conhecem ou voltam ao Metropolitan.
O MET, como também é conhecido, possui mais de 5.300 peças expostas. Estátuas da Grécia, Assírio-Babilônica e Roma antiga estão espalhadas na galeria do piso térreo – a primeira a ser vista ao chegar no museu. A civilização oriental também está incluída. Os tesouros em forma de arte só podem ser admirados com o olhar, pois é proibido tocar nas peças, como as esculturas, bíblias, cruzes e objetos de metal.
Uma das partes mais interessantes do MET é a Egípcia, que apresenta mais esculturas, múmias e seus sarcófagos. Outra galeria de encher os olhos é da Arte Medieval. As armas, como espadas, e armaduras dos cavaleiros da era Arturiana dão um show à parte. As peças douradas e armas de fogo não ficam atrás, despertando a atenção dos visitantes. Em um total de 15 mil objetos desta galeria, muitos foram utilizados por reis e príncipes, citando Henry II, da França.
Outro título do Metropolitan é o de ter a maior coleção de artes das Américas, além de possuir uma significativa coleção de pinturas européias dos séculos XII ao XX. São milhões de desenhos, gravuras, impressões, livros ilustrados e quadros de consagrados pintores, como Vicent Van Gogh e Claude Oscar Monet. As atrações não param por aí; vale a pena conferir as demais galerias, como as de instrumentos musicais.
Em cada canto do museu, uma valorização da nossa civilização antiga. E diante de tanta história, o MET, com quase 200 anos de existência, nos traz um sentimento de uma verdadeira viagem no tempo.


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A atualidade da nova gripe nos Estados Unidos

Apesar dos Estados Unidos liderarem o atual ranking de mortes pela nova gripe, o clima de histeria já passou. Pelo menos é o que se sente em Milwaukee e região. Infelizmente as mortes e contaminados continuam, mas o clima alarmante, como há hoje em dia no Brasil, aqui já não existe mais. Quando a “Swine Flu” chegou em território americano, não se falava em outra coisa. Noticiários da TV, revistas, jornais, sites de internet, todos os meios de comunicação estavam voltados ao assunto. Prédios públicos instalaram álcool em gel para melhor higienização, escolas dispensaram alunos e até em igrejas ouviam-se palestras sobre o tema.
Atualmente é falado, sim, sobre a gripe na mídia e são relatados novos casos da doença no país, mas não é como no Brasil. Aqui, embora persista o vírus e os índices continuem aumentando, o auge do susto já foi superado e o assunto é encarado de frente. As precauções e os cuidados permanecem.
Li uma reportagem em um site brasileiro onde dizia que as academias solicitam que os usuários limpem aparelhos e colchonetes após a ultilização, como forma de evitar a proliferação do vírus. Essa medida é adotada nas academias americanas desde antes da nova gripe chegar. Nos Estados Unidos observamos que a população, em sua maioria, obedece a uma ordem. Talvez seja por isso que a doença não tenha feito muito mais vítimas que as estatísticas indicam. Um fato que devemos levar em consideração é que os Estados Unidos têm um maior número de mortes porque têm uma população maior. Isso já foi absorvido pela mente do governo americano, que admite que a nova gripe vai se espalhar por todos os 50 estados do país. Wisconsin, meu estado, já possui mais de 25 casos confirmados de infecção, mas o clima é de tranquilidade e a vida segue normal.
Enquanto mais de 1.400 pessoas já morreram com a doença em mais de 170 países, o mundo fica no aguardo da vacina. E enquanto a vacina não chega, o melhor remédio é a prevenção.


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Entretenimento rural

No meio-oeste dos Estados Unidos podemos encontrar uma diversidade de cenários do interior, com casas no meio do nada e um vasto campo de plantações – ícone de uma vida pacata, porém tranquila. Americano que vive nessa região adora festivais desse estilo. Talvez seja por isso que o Wisconsin State Fair seja um dos favoritos aqui em Milwaukee. O festival é realizado na cidade, mas resgata o estilo country, voltado à família toda, que relembra os ares de fazenda, com vários animais rurais, hortifrutis e, claro, muita comida típica.
Durante 11 dias a organização do evento disponibiliza serviços ao público por um preço convidativo. As atrações estão espalhadas em um imenso parque ao ar livre, com vários pavilhões que oferecem diversão garantida para quem gosta deste tipo de festa. Brincadeiras para crianças, demonstrações culinárias, telões com novidades na agricultura e apresentações de dança, acrobacia, comediantes e ventríloquos são algumas delas.
Durante todo o dia, adultos e crianças podem usufruir do parque de diversões e pista de patinação coberta. Para os esportistas há uma área reservada à prática de atividades físicas e até um ringue montado para uma luta que promete esquentar o último final de semana do evento. Também é a vez de prestigiar shows de música country. Para quem é fã haverá um tributo à cantora Hannah Montana; a sensação entre crianças e adolescentes americanos.
A curiosidade fica por conta da chamada Corrida do Porco, onde concentra-se grande parte do público que, por vezes, aposta para ver qual animal avança primeiro a linha de chegada. Outra atração que merece destaque é o desfile de cavalos de raça, um momento de muito charme e elegância. No último dia, a banda da escola estadual de música fecha a festa com chave de ouro.
Assim como os demais, o Wisconsin State Fair é mais um festival que atrai multidões para entretenimentos bem tranquilos – um dos lazeres preferidos dos americanos do meio-oeste.


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Passeio à fábrica de cerveja


Dizem que a propaganda é a alma do negócio. E é exatamente o que faz a cervejaria mais famosa de Milwaukee: a Miller. Situada na cidade, a fábrica, chamada de Miller Valley, oferece um tour de uma hora para moradores e visitantes, totalmente de graça, a fim de promover (mais ainda) a marca da cerveja. Esta atração já está classificada no guia de entretenimento de Milwaukee como imperdível. Público de todas as idades – incluindo menores – podem participar.
A fábrica coloca à disposição, dos curiosos aos amantes da cerveja, um guia turístico de segunda-feira a sábado. Esta pessoa tem a função de mostrar e explicar o processo de transformação da bebida.
Após um vídeo de 15 minutos sobre a origem da marca Miller, o passeio inicia com a visualização, através de janelas, do empacotamento das cervejas. O barulho das latas e garrafas sendo transportadas pelas esteiras é imenso. No mesmo corredor, placas estão espalhadas com informações sobre este processo, como, por exemplo, a produção de oito milhões de barris por ano e de 200 mil caixas de cerveja por dia.
Na sequência vem o centro de distribuição. O espaço, segundo o site da companhia, equivale a cinco campos de futebol americano, onde estão expostas todas as caixas destinadas para venda. No lado exterior da fábrica, que mais parece uma pequena vila devido à construção, chega-se no prédio da fermentação, mas é necessário subir 56 degraus em um clima abafado.
Uma das partes mais interessantes é a Caverna Histórica. O visitante vê a projeção de um intérprete de Fredrick Miller, imigrante alemão que, em 1855, criou a Miller, explicando que as cervejas antigamente eram armazenadas em cavernas. Mas a preferência dos turistas é o desfecho do tour: a degustação de três tipos de cerveja, oferecida também de graça, no pátio da companhia.
Este tipo de propaganda parece dar certo, já que atrai um grande número de turistas diariamente à fábrica - e um número maior ainda a bares e supermercados, em busca da cerveja Miller.


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Motos Harley-Davidson

Milwaukee é pouco conhecida mundialmente, mas para quem é motociclista fanático, este nome é sinônimo de Harley-Davidson. Isso porque a cidade é o berço dessa famosa moto. Há 106 anos, William Harley, de 21 anos, e Arthur Davidson, com 20, desenvolveram aquela que seria, por anos consecutivos, uma motocicleta venerada por muitos. 
Em pleno século 21, é comum ver nas ruas de Milwaukee, senhores e senhoras a bordo dessas “naves”. Cada um decora sua máquina e veste trajes típicos, com direito a colete de couro, bandana na cabeça e uma surrada calça jeans. Do 11° andar do meu prédio, durante o verão, é possível ouvir os roncos dos motores frequentemente, dia e noite.
Ano passado, na festa de 105 anos da Harley-Davidson, admiradores do mundo inteiro se reuniram em Milwaukee para festejar a existência da marca. Diariamente, muitos motociclistas se encontram para vivenciar essa emoção sob duas rodas na fábrica ou no museu da Harley-Davidson, localizado no centro da cidade.
Para os amantes da alta velocidade ou apenas para curiosos, o museu da Harley possibilita que o visitante tenha uma visão desde a solda, passando por peças desmontadas e motores, além de uma larga exposição das motocicletas de ano em ano. Dentre os modelos antigos estão as utilizadas pelos correios no começo do século passado, as que fizeram escolta à Casa Branca e máquinas que participaram da Segunda Guerra Mundial. No final, o visitante ainda pode subir em algumas motos e deixar a imaginação fluir. É o momento perfeito para usar e abusar dos flashes das máquinas fotográficas.
Do modelo antigo ao novo, as motos Harley-Davidson dão um show de criatividade e tradição. E conversando com alguns amantes da marca, a conclusão que se chega é uma só: não importa a idade do motociclista: em uma Harley ele sempre permanece com espírito jovem.


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Os festivais de Milwaukee

Como existem poucos meses de calor em Milwaukee, quando chega o verão, vários festivais fazem parte da programação cultural da cidade. O intuito é fazer com que a população usufrua das atividades ao ar livre o máximo tempo possível. Frequentemente, eles ocorrem aos finais de semana, por vezes com início já na quinta-feira à noite, podendo ser pagos ou gratuitos.
O ponto de partida é o Festival Riversplash, nos primeiros dias de junho, anunciando que os períodos de baixas temperaturas estão chegando ao fim. A partir daí, temos um novo festival a cada semana, com temas variados. Um deles é sobre nacionalidades, como as Festas Italiana, Francesa, Mexicana, Alemã, Sérvia, Polonesa, Irlandesa, Árabe e Indiana – cada uma em finais de semana diferentes. Nesses eventos, além de shows de fogos de artifícios, são destacados os trajes, músicas e comidas típicas de cada país; uma boa oportunidade de vivenciar várias culturas do mundo sem sair do lugar.
Os festivais realizados em Milwaukee procuram atender aos mais variados gostos e preferências, como a Summerfest (já citada na coluna),  o festival de Blues, o State Fair (que relembra fazendas do interior), o Arts Lakefront – para os amantes das artes, a festa do queijo e a festa do Orgulho Gay - que também existe por aqui.
O Dia do Trabalho também faz parte do calendário de verão, já que nos Estados Unidos esta data é comemorada na primeira segunda-feira de setembro. E a Oktoberfest, também celebrada por aqui, mas no mês de setembro, encerra a agenda de festas da cidade.
Por três meses, opções de lazer não faltam em Milwaukee. São aproximadamente 30 festas que atraem multidões em busca de calor, música, comida, bebida e diversão. Tudo em um curto espaço de tempo, antes que, novamente, o inverno chegue de vez.


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